Cessar-fogo entre Israel e Líbano: Trump sela trégua de 10 dias O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em 16 de abril, ter obtido o compromisso de Israel e do Líbano para suspender hostilidades por dez dias a partir das 17h (horário de Brasília).
Detalhes do acordo e declarações oficiais
Trump relatou em rede social que conversou com o presidente libanês Joseph Aoun e com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Segundo ele, ambos “querem ver a paz” e aceitaram a trégua temporária. Aoun agradeceu publicamente os esforços norte-americanos, enquanto Netanyahu não emitiu nota oficial até o momento.
O cessar-fogo entre Israel e Líbano também atende a uma exigência do Irã para prosseguir nas negociações com Washington. O parlamentar libanês Ibrahim al-Musawi, ligado ao Hezbollah, declarou à agência AFP que o grupo respeitará o acordo “se os ataques israelenses cessarem”. Já um oficial militar israelense disse ao portal Ynet que as tropas permanecerão em solo libanês mesmo durante a pausa.
Repercussão interna em Israel e no Líbano
Reportagem do jornal The Times of Israel indicou surpresa entre ministros israelenses, que teriam recebido a notícia pela imprensa. Parlamentares da oposição criticaram o que chamaram de “cessar-fogo imposto”. No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam classificou o anúncio de Trump como “reivindicação central” de Beirute desde o início dos combates.
Contexto do conflito recente
Os confrontos atuais remontam a outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel em reação às ofensivas em Gaza. Em novembro de 2024, foi anunciado um pacto de trégua nunca plenamente cumprido. As tensões se intensificaram após ataques iranianos e represálias israelenses em fevereiro deste ano, levando o Hezbollah a retomar ações militares.
Desde então, sucessivas tentativas de mediação – incluindo iniciativa do Paquistão em abril – fracassaram. Teerã vinham condicionando avanços diplomáticos com os Estados Unidos à inclusão do Líbano em um cessar-fogo abrangente.
Próximos passos e incertezas
A trégua de dez dias é vista por analistas como janela para negociações mais amplas sobre segurança na fronteira norte de Israel. A falta de uma declaração formal do gabinete de Netanyahu, porém, gera dúvidas sobre a implementação prática do acordo. Observadores da ONU devem monitorar o respeito aos termos na chamada Linha Azul.
Se confirmada, esta será a primeira interrupção significativa dos combates desde 2024. Especialistas lembram que o Hezbollah mantém autonomia militar e política, o que torna imprescindível seu engajamento direto para que o cessar-fogo entre Israel e Líbano se sustente.
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Crédito da imagem: Reuters/Evelyn Hockstein
Fonte: Reuters/EBC
