A CBF confirmou que a lesão de Neymar é mais séria do que o Santos revelou. Médico da seleção prevê retorno em até três semanas, mas participação na Copa segue incerta.
A lesão de Neymar gerou preocupações sobre sua recuperação a tempo para a Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho. O Brasil fará sua estreia no dia 13, contra o Marrocos. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que a situação do atleta é mais grave do que o inicialmente informado pelo Santos, levantando questões sobre a possibilidade de sua participação na competição.
Rodrigo Lasmar, médico da CBF, anunciou que Neymar continua em tratamento e que há expectativa de que ele esteja liberado em duas ou três semanas. No entanto, detalhes sobre a gravidade da lesão não foram especificados. O ortopedista Leandro Shimba explicou que, dependendo da extensão da lesão muscular, a recuperação pode variar. “A lesão muscular de grau dois compromete de 5% a 50% da seção transversal da panturrilha. Se for mais próxima de 5%, a recuperação é rápida; se for mais próxima de 50%, pode levar de duas a seis semanas”, destacou.
O especialista também comentou sobre os métodos de tratamento que podem ser utilizados para acelerar o retorno do jogador aos gramados. Entre os tratamentos mais comuns estão:
Laser
Ultrassom
Correntes elétricas
Mobilização
Liberação muscular
Boa alimentação
Sono de qualidade
Shimba ainda mencionou o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), um procedimento que utiliza o próprio sangue do paciente para estimular a cicatrização. No entanto, este tratamento ainda não é liberado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para uso rotineiro no Brasil.
Neymar deve embarcar com a Seleção para os Estados Unidos no dia 1º de junho, onde continuará o tratamento. No dia 12 de junho, um dia antes da estreia do Brasil, será confirmada a sua participação na Copa ou se ele será substituído.
A lesão do jogador também gerou um desentendimento entre a CBF e o Santos. Enquanto o clube da Vila Belmiro informava que se tratava apenas de um edema e que Neymar estava pronto para a Copa, a CBF identificou uma lesão de grau 2 após a chegada do atleta à Granja Comary. Em resposta, o Santos emitiu uma nota alegando que a avaliação da CBF era ‘incorreta’ e que todos os exames realizados foram compartilhados com a entidade até o dia da convocação.
De acordo com Shimba, o conflito nas informações pode ser devido à precisão dos exames. O padrão para detectar lesões musculares é a ressonância magnética, enquanto o ultrassom, utilizado inicialmente, pode não fornecer uma visualização clara do problema no momento agudo da lesão.

