Catar pede diálogo a EUA e Venezuela em resposta ao ataque militar norte-americano contra a Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, informou o Ministério das Relações Exteriores catariano em comunicado.
Catar pede diálogo a EUA e Venezuela após captura de Maduro
No texto oficial, Doha manifestou “preocupação profunda” com a ação de Washington, apelou à “moderação” e defendeu que “o diálogo é o meio adequado para abordar todas as questões pendentes”. O governo catariano reiterou apoio irrestrito à Carta das Nações Unidas e aos princípios do direito internacional, que exigem solução pacífica de controvérsias.
O Catar também se colocou à disposição para cooperar em “qualquer esforço internacional destinado a alcançar uma solução pacífica imediata” e garantiu manter abertos os canais de comunicação com todas as partes envolvidas. O país árabe tem histórico de mediação, como demonstrado nas negociações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas realizadas em Doha, com participação dos Estados Unidos.
Apesar da aliança estratégica com Washington, o Catar buscou distanciamento da ofensiva comandada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Após a operação, Trump justificou a invasão acusando o governo Maduro de narcotráfico, sem apresentar provas, e afirmou que as vastas reservas de petróleo venezuelanas passarão a ser administradas por empresas dos Estados Unidos. Ele também ameaçou uma nova onda de ataques caso haja resistência.
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Economicamente, o Catar depende fortemente da extração de petróleo e gás natural, setores que impulsionam o Produto Interno Bruto nacional. A posição de produtor de energia confere ao país interesse direto na estabilidade dos mercados petrolíferos, razão pela qual o governo catariano busca evitar escalada de tensões na América do Sul.
Segundo análise da agência Reuters, a intervenção norte-americana reacendeu o debate sobre a segurança energética global e aumentou a volatilidade dos preços do petróleo.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
