Pesquisa divulgada nesta segunda (31) mostra que 60,7% acreditam que as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva pioram a imagem do governo. 43,4% dizem que piora muito; 17,3%, um pouco.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (31) mostra que 60,7% dos entrevistados afirmam que as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pioram a imagem que têm do governo do presidente Lula (PT). Do total, 43,4% dizem que a imagem piora muito e 17,3% afirmam que piora um pouco.
Outros 37,4% declararam que as investigações não afetam a imagem que têm do governo. Para 1,9% dos entrevistados, o caso chega a melhorar a percepção sobre a gestão.
Em uma pergunta sobre possível influência em decisões do governo, o levantamento informou aos entrevistados que a Polícia Federal investiga se Lulinha atuou em favor de empresários interessados em fazer negócios com órgãos do governo federal e ressaltou que a defesa dele nega irregularidades. Questionados se acreditam que o filho do presidente tentou influenciar decisões do governo para beneficiar esses empresários, 52,6% responderam que sim; 26,3% disseram que não; e 21,1% não souberam responder.
O levantamento também mediu o grau de conhecimento público sobre o caso. Segundo a pesquisa, 67,2% afirmaram que souberam das investigações e acompanharam o assunto de perto. Outros 29,5% disseram ter ouvido falar, mas conhecer poucos detalhes, enquanto 3,4% afirmaram não ter conhecimento das investigações.
Sobre o impacto eleitoral, 59,4% dos entrevistados entenderam que as investigações podem prejudicar a candidatura de Lula à reeleição. Desse total, 34,8% acreditam que podem prejudicar muito e 24,6% que podem prejudicar um pouco. Em contrapartida, 36% afirmaram que as investigações não prejudicam a candidatura do presidente, e 4,6% não souberam responder.
Ao questionar se o caso deve ser associado ao governo ou tratado como uma questão pessoal de Lulinha, 55,1% dos participantes consideraram que as investigações afetam diretamente o governo Lula. Outros 37,9% entenderam que se trata de um problema exclusivamente pessoal do filho do presidente, e 7,1% não souberam responder.
A pesquisa entrevistou 5.014 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A coleta de dados foi realizada entre 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.
Os números mostram como o caso tem repercutido junto ao eleitorado: a maioria entende que as investigações afetam a imagem do governo e podem ter reflexos na disputa presidencial, enquanto parcela significativa vê o episódio como questão pessoal.
