Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique chega ao 7º dia O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou, em 31 de maio, as audiências sobre a morte do menino Henry Borel, iniciando a fase de depoimentos das testemunhas de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos e da professora Monique Medeiros.
Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique chega ao 7º dia
Testemunhas de defesa buscam afastar suspeitas sobre Monique
Na sessão mais recente, presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique, falou por mais de oito horas. Ele descreveu a ré como mãe zelosa, presente na criação de Henry e comprometida em manter boa relação com o ex-marido, Leniel Borel. Bryan acrescentou que, após a divulgação dos laudos que atribuíram as lesões do menino a agressões, Jairo teria pressionado Monique para omitir fatos.
Segundo o depoente, uma prima alertou a família sobre possível manipulação por parte do padrasto, motivando a contratação de defesa própria para Monique. Ainda de acordo com Bryan, a ré não aceitaria violência contra o filho.
Outros depoimentos reforçam linha de defesa
Também foram ouvidos um colega de trabalho de Monique em escola pública e uma funcionária da brinquedoteca do condomínio onde a criança vivia. Ambos relataram ter visto a mãe atenciosa com Henry durante as visitas ao espaço infantil.
Acusação mantém foco na perícia e na cronologia dos fatos
Para o assistente de acusação Cristiano Medeiros, ligado ao pai de Henry, os relatos de Bryan não alteram o conjunto probatório. Ele ressaltou que o engenheiro não presenciou os eventos e que documentos anexados ao processo demonstram que o menino sofreu lesões quando estava aos cuidados da mãe e do padrasto.
O Ministério Público sustenta que, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairo espancou Henry até a morte, enquanto Monique se omitiu. O ex-vereador responde por homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação. Monique é acusada de homicídio por omissão e outros seis crimes.
Divergência sobre causa da morte permanece
A defesa de Jairo argumenta que a laceração hepática apontada no laudo pericial teria sido provocada pelas manobras de ressuscitação no hospital. O médico-legista Luiz Carlos Leal Preste refutou a versão em plenário. Outro legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva, relatou três traumatismos cranianos, contusões no tórax e hemorragia abdominal, concluindo que Henry chegou sem vida ao pronto-socorro.
O delegado Henrique Damasceno confirmou, em depoimento, que Jairo tentou evitar o envio do corpo ao Instituto Médico-Legal, solicitando a emissão imediata do atestado de óbito.
As audiências devem prosseguir ao longo da semana, com previsão de novas oitivas antes dos debates finais entre acusação e defesa.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
