No dia 13 de junho de 1962, Garrincha deixou o gramado do Estádio Nacional de Santiago após uma vitória por 4 a 2 sobre o Chile, que garantiu ao Brasil a classificação para a final da Copa do Mundo. Contudo, a expulsão do jogador, ocorrida após um lance polêmico, gerou preocupações sobre sua participação na decisão.
Após revidar um pontapé do chileno Eladio Rojas, o árbitro peruano Arturo Yamasaki não viu a agressão inicial, mas foi alertado pelo bandeirinha uruguaio Esteban Mariño. O resultado foi o cartão vermelho para Garrincha, um dos principais jogadores da Seleção Brasileira.
Ainda no calor da comemoração pela classificação, a delegação brasileira e o governo se mobilizaram. João Havelange, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, iniciou negociações com a Fifa. Na mesma linha, o então primeiro-ministro Tancredo Neves enviou um telegrama ao presidente da Fifa, Stanley Rous, pedindo a liberação de Garrincha para a final. O apoio também veio do presidente chileno, Jorge Alessandri, que defendeu a presença do craque na decisão.
Após a mobilização, a Fifa decidiu liberar Garrincha, que ajudou o Brasil a vencer a Tchecoslováquia por 3 a 1, conquistando assim o segundo título mundial. O episódio foi considerado um caso raro de intervenção política em um processo disciplinar da Fifa.
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Agora, em 2026, uma situação semelhante ocorreu. O atacante Folarin Balogun, dos EUA, foi expulso durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina após revisão do VAR, o que o afastaria das oitavas de final contra a Bélgica. Antes do julgamento do caso, o presidente dos EUA, Donald Trump, contatou Gianni Infantino, presidente da Fifa, solicitando a revisão da punição.
Embora a Fifa tenha mantido a expulsão, a suspensão que impediria Balogun de jogar foi revista, permitindo sua participação no confronto contra os belgas. O presidente Trump celebrou o resultado publicamente, destacando a importância da decisão.
A imprensa brasileira viu o caso como um exemplo de intervenção, relembrando o episódio de Garrincha em 1962. Assim, a história da Copa do Mundo continua a mostrar como o esporte e a política podem se entrelaçar em momentos decisivos.


