Câncer de cabeça e pescoço concentra-se na laringe, faringe, cavidade oral e tireoide, configurando o terceiro tipo de neoplasia mais incidente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
Alta incidência e diagnóstico tardio
Informações do Ministério da Saúde apontam que, somados, os tumores que afetam cabeça e pescoço ocupam a terceira posição entre os cânceres mais frequentes no país, sobretudo em homens. Estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que 80% dos casos são descobertos em fases avançadas, o que reduz as chances de cura e exige tratamentos mais agressivos.
O que caracteriza a doença
De natureza benigna ou maligna, a neoplasia surge do crescimento descontrolado de células na região cervical. De acordo com o vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, tumores malignos são aqueles capazes de invadir tecidos locais e espalhar-se para gânglios linfáticos do pescoço.
Fatores de risco
Especialistas identificam quatro principais fatores ligados ao aparecimento da doença:
- Consumo excessivo de álcool;
- Tabagismo;
- Infecção pelo vírus HPV;
- Histórico familiar de neoplasias.
Sintomas que merecem atenção
É fundamental procurar avaliação médica diante de:
- Nódulo persistente no pescoço;
- Feridas na boca ou garganta que não cicatrizam em até 15 dias;
- Sangramentos pela boca;
- Rouquidão contínua;
- Dificuldade ou dor para engolir.
Outros sinais incluem perda de peso sem causa aparente, fadiga constante, febre prolongada e sudorese noturna.
Como é feito o diagnóstico
A investigação envolve exames de imagem, a exemplo de tomografia e ressonância magnética, seguidos de biópsia para confirmação. Diferentemente de tumores de mama ou próstata, não há rastreamento anual padronizado; por isso, reconhecer sintomas precoces torna-se crucial.
Tratamentos disponíveis
O plano terapêutico costuma ser definido por equipe multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. Segundo Bueno, as taxas de cura são consideradas favoráveis quando o tratamento inicia logo após a detecção, e os avanços médicos têm reduzido efeitos colaterais significativos.
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Crédito da imagem: SBCO
Fonte: SBCO
