O corte químico afeta quem faz procedimentos em excesso e pode deixar os fios elásticos e partidos. Entenda as causas e saiba como tratar o cabelo em casa.
A quebra abrupta dos fios após uma ida ao salão é uma emergência que exige ação imediata. O problema, conhecido nos consultórios dermatológicos como corte químico, ocorre quando a estrutura interna do cabelo não suporta a carga excessiva de procedimentos e se rompe severamente. Lidar com mechas elásticas e pontas duplas requer paciência e a aplicação de métodos que devolvam a resistência e a maleabilidade do fio.
Para entender o rompimento da fibra capilar, é importante saber que o cabelo humano é majoritariamente composto por uma proteína chamada queratina. Durante processos como descoloração, luzes e alisamentos, as cutículas protetoras dos fios são forçadas a se abrir, permitindo que a química altere a cor ou a curvatura natural. Quando os limites de tempo são ultrapassados ou há a mistura de componentes incompatíveis, as pontes internas de sustentação são destruídas.
O resultado dessa agressão é a perda imediata de massa. A fibra capilar perde sua integridade e ganha um aspecto emborrachado e poroso, partindo-se com o simples atrito de uma escova. Identificar esse quadro é o primeiro passo para afastar o desespero e iniciar um tratamento eficaz.
“Adotar um protocolo de cuidados logo após o incidente garante que os danos não se espalhem para o restante do comprimento”, afirmam especialistas.
O tratamento contínuo pode estabilizar o pH do cabelo, criando uma película protetora ao redor da haste capilar que reduz o atrito e previne novas quebras. Com o passar das semanas, a intervenção correta devolve a elasticidade natural das mechas, permitindo que o cabelo seja penteado e finalizado sem partir. Além disso, a reposição sistemática de nutrientes elimina a opacidade, resgatando gradativamente o brilho e a maciez de um cabelo saudável.
Para um tratamento eficaz em casa, é necessário seguir um plano prático. Primeiramente, interrompa todos os procedimentos agressivos. Suspenda qualquer tentativa de consertar a cor ou o formato do cabelo, pois isso pode acelerar a queda das mechas ainda saudáveis.
Em seguida, inicie a reposição de proteínas com produtos de reconstrução, como máscaras ricas em queratina e colágeno. Esse processo deve ser feito a cada dez dias para evitar que o excesso de proteína deixe os fios rígidos.
Outro passo importante é devolver a oleosidade natural com nutrição. Utilize óleos vegetais puros, como óleo de coco ou argan, para realizar umectações noturnas, combatendo o aspecto espigado e o ressecamento profundo.
Além disso, hidrate para reter a umidade interna, intercalando as lavagens com máscaras hidratantes. Não esqueça de aparar as pontas irrecuperáveis a cada oito semanas, evitando que a quebra atinja áreas mais saudáveis.
É importante evitar erros que possam agravar a quebra dos fios. O uso de água quente no banho dilata as cutículas, facilitando a perda de hidratação. O uso de secador, chapinha e babyliss deve ser reduzido, e, se necessário, o secador deve ser usado em temperatura média. Prender o cabelo ainda úmido com elásticos apertados também deve ser evitado.
Por fim, a recuperação do cabelo pode levar tempo. Fios extremamente danificados podem levar até dois anos para serem completamente substituídos. Contudo, a melhora na textura e a interrupção da quebra costumam ser visíveis já no primeiro mês de tratamento intensivo.
