Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostra empate técnico: 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula em votos válidos. No voto estimulado, Flávio tem 46,5%, Lula 45,9%; brancos/nulos 4,7% e 2,9% indecisos.
A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19), aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. Nos votos válidos, o senador soma 50,3%, enquanto o atual presidente marca 49,7%.
Na simulação de intenção de voto estimulada, Flávio chegou à marca de 46,5%, e o atual presidente soma 45,9%. Os votos em branco e nulos somam 4,7%. Entre os entrevistados, 2,9% disseram não saber ou se declararam indecisos.
O levantamento também avaliou o nível de rejeição dos candidatos. Segundo a pesquisa, 47,8% dos entrevistados afirmaram que não votariam no atual presidente “de jeito nenhum”.
“de jeito nenhum”
Na mesma simulação, o senador Flávio Bolsonaro registra rejeição de 46,8%. Esses índices de aversão a candidatos e a percepção sobre a gestão federal ajudam a explicar os gargalos e a dinâmica da corrida eleitoral, segundo o próprio levantamento.
Sobre a avaliação do governo federal, a pesquisa aponta que 48,8% desaprovam o trabalho do governo, enquanto 47,2% aprovam. Na avaliação mais detalhada, 42,9% classificam a gestão como ruim ou péssima, 32% como ótima ou boa, e 23% como regular.
O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026, com 2.002 eleitores, por meio de telefone (sistema CATI). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04499/2026.
Os números mostram um cenário bastante equilibrado para um eventual segundo turno, com diferença estreita nos votos válidos e índices de rejeição também muito próximos entre os dois principais nomes avaliados. A pesquisa traz, assim, indicações tanto sobre a intenção direta de voto quanto sobre o potencial de corte dos candidatos diante da resistência de parcela do eleitorado.
