Brasil x Marrocos: Juninho alerta para estreia difícil na Copa 2026
Brasil x Marrocos será, na visão de Juninho Paulista, o teste mais delicado da Seleção na fase de grupos do Mundial de 2026, marcado para 13 de junho.
Ex-campeão mundial vê peso emocional na primeira partida
Pentacampeão em 2002, Juninho explicou, em entrevista ao portal Somos Fanáticos, que o fator psicológico costuma ser determinante na abertura de um torneio dessa magnitude. “A estreia sempre traz um nervosismo a mais”, afirmou o ex-meio-campista ao detalhar por que considera o duelo com os marroquinos o mais complicado para o grupo dirigido por Carlo Ancelotti.
Marrocos é apontado como adversário mais forte da chave
Além da tensão do jogo inaugural, o ex-jogador destacou a qualidade técnica e a experiência internacional do elenco africano. Marrocos alcançou as semifinais na Copa de 2022 e reúne atletas que atuam em grandes clubes europeus. Segundo Juninho, esse histórico recente faz do time do norte da África “o maior desafio do Brasil” na primeira fase.
O bom desempenho marroquino no último Mundial é reconhecido por especialistas, como mostra análise publicada pela FIFA, que ressalta a consistência defensiva e o contra-ataque veloz da seleção comandada por Walid Regragui.
Convocação equilibrada agrada, apesar de desfalques
Juninho elogiou a lista de jogadores escolhidos por Ancelotti, mesmo com baixas importantes ocasionadas por lesões de nomes como Neymar, Estêvão e Rodrygo. Para o ex-atleta, a presença de um elenco balanceado entre juventude e experiência facilita a construção de um coletivo sólido, meta que ele considera crucial para a busca pelo hexa.
Resgatar a essência técnica segue como desafio
Ao comparar o futebol de 2002 ao cenário atual, o pentacampeão reconheceu a evolução na preparação física, mas defendeu que o diferencial brasileiro permanece na criatividade individual. “Igualando a parte física, a técnica e o um contra um fazem a diferença”, comentou. Ele acredita que recuperar essa essência será decisivo para o retorno do Brasil ao topo do futebol mundial.
Trajetória de Juninho com a amarelinha
Entre 1995 e 2003, o ex-meio-campista disputou 53 partidas pela Seleção e marcou cinco gols. Além do título conquistado no Japão e na Coreia do Sul, levantou a Copa América e a Copa das Confederações. Lesionado antes do Mundial de 1998, retornou em 2002 como titular nos jogos da fase de grupos e participou da final vencida por 2 a 0 sobre a Alemanha.
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Crédito da imagem: Ben Radford/Getty Images
Fonte: Futebol Baiano
