Erick do Bahia enfrenta ex-clube Athletico no Brasileirão abre um capítulo especial na carreira do volante: pela primeira vez desde a transferência de R$ 28,7 milhões, o camisa 14 encara a equipe pela qual somou 282 partidas entre 2019 e 2024.
Reencontro cercado de números expressivos
Contratado em 2025, logo após o rebaixamento do Athletico Paranaense à Série B, Erick tornou-se peça constante nas formações de Rogério Ceni. Mesmo alternando entre a titularidade e o banco, o meio-campista aparece como vice-artilheiro do elenco tricolor em 2026, atrás apenas do centroavante Willian José.
No período em que vestiu a camisa rubro-negra, o jogador registrou 23 gols e 12 assistências. A versatilidade construída em Curitiba, sobretudo a partir de 2022, chamou a atenção da diretoria baiana, que buscava um atleta com características semelhantes às de Jean Lucas: força no centro do campo e chegada qualificada à área adversária.
Disputa acirrada no meio de campo do Bahia
Com Jean Lucas consolidado como segundo volante e Everton Ribeiro recuperado de lesão, resta apenas a vaga de primeiro volante em aberto. Erick concorre diretamente com Caio Alexandre, enquanto Nico Acevedo vem sendo improvisado na lateral direita desde o clássico Ba-Vi da final estadual. Caso Rogério Ceni decida recolocar Gilberto na defesa, o uruguaio volta a brigar também pelo posto à frente da zaga.
Apesar de ter perfil mais ofensivo que seus concorrentes, Erick ganhou espaço na função justamente após a mudança de Acevedo. O desempenho recente, em jogos como o Ba-Vi do Brasileirão e o triunfo sobre o Internacional, evidencia o dinamismo do atleta, que mantém bom índice de desarmes sem abrir mão das investidas ao ataque.
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Retrospecto recente impulsiona confiança
Nas duas temporadas que antecederam a transferência, o volante disputou 123 partidas pelo Athletico, marcando 14 gols e distribuindo oito assistências. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Futebol, apenas três jogadores de linha atuaram mais vezes no período entre clubes da Série A.
No Bahia, a adaptação foi momentaneamente freada por uma lesão grave na reta final de 2025, mas o atleta começou 2026 em ritmo elevado. Entre compromissos do Campeonato Baiano, Copa do Brasil e Brasileirão, já balançou as redes cinco vezes, além de participar diretamente de outras jogadas decisivas.
O reencontro com o ex-clube, portanto, coloca à prova não só a famosa “lei do ex”, mas também a evolução tática do jogador em um sistema que privilegia posse e intensidade. A comissão técnica tricolor avalia que a experiência de Erick diante dos antigos companheiros pode ser determinante para manter o time no pelotão de cima da tabela.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
