Brasil condena expansão de Israel na Cisjordânia em comunicado conjunto divulgado em 18 de fevereiro de 2026, no qual mais de 100 países consideram ilegal a decisão israelense de reabrir o registro de terras no território ocupado.
Brasil condena expansão de Israel na Cisjordânia ao lado de 100 países
Condenação multilateral
O documento, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, reprova a medida aprovada pelo governo de Israel em 15 de fevereiro, que possibilita a colonos a compra definitiva de terras na Cisjordânia. Os signatários afirmam que a iniciativa “viola o direito internacional, mina os esforços de paz e ameaça a estabilidade regional”.
Registro de terras e acusação de anexação
A reabertura do registro fundiário na Cisjordânia dá respaldo formal à aquisição de propriedades por israelenses em território reivindicado pelos palestinos para um futuro Estado. Para a presidência palestina, trata-se de uma “anexação de fato” e de um passo para legitimar assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional.
Reações israelenses e palestinas
O ministro da Defesa, Israel Katz, argumentou que o registro é “vital para a segurança”. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a ação responde a “processos ilegais de registro conduzidos pela Autoridade Palestina”. Já a liderança palestina denunciou a decisão como tentativa de consolidar a ocupação.
Segundo a agência Reuters, a maior parte da Cisjordânia permanece sob controle militar israelense, enquanto a Autoridade Palestina exerce autonomia limitada em determinadas áreas.
Compromisso com a solução de dois Estados
No texto, os mais de 100 países reafirmam o apoio à solução de dois Estados, baseada nas fronteiras de 1967, com Israel e uma Palestina independente convivendo lado a lado “em paz e segurança”. O grupo cita resoluções da ONU e a Iniciativa de Paz Árabe como fundamentos para negociações futuras.
Próximos passos
Os signatários prometem adotar medidas, amparadas no direito internacional e em resoluções das Nações Unidas, para assegurar o direito dos palestinos à autodeterminação e para enfrentar a política de assentamentos, bem como possíveis deslocamentos forçados.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Agência Brasil
