Na segunda (5.out.2026) mercados reagiram: Bolsa subiu forte e dólar recuou. Flávio Bolsonaro teve 56,1 milhões (47,03%), 2,2 milhões à frente de Lula, elevando expectativas sobre o cenário de 2027.
Um dia depois do primeiro turno das eleições presidenciais, que terminou com vantagem do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, o mercado financeiro viveu uma sessão de forte alta nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, com expectativas sobre o cenário político e econômico para 2027.
No total da primeira rodada de votação, Flávio Bolsonaro obteve mais de 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% dos válidos (excluídos brancos e nulos). A diferença sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi de mais de 2,2 milhões de votos: Lula recebeu 53,8 milhões de votos, o que corresponde a 45,16% do total.
Logo na abertura do pregão, o principal índice da Bolsa brasileira registrou ganhos expressivos. O Ibovespa chegou a disparar 9,1%, alcançando a marca de 209.605,70 pontos, que representou máxima histórica do indicador. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), o índice avançava 8,25%, aos 207.973,29 pontos.
Entre os papéis que mais se valorizaram no dia, o setor financeiro foi destaque. As ações do BTG Pactual subiram 31,5%, cotadas a R$ 27,61; as do Banco do Brasil avançaram 12,94%, a R$ 26,77; e o Bradesco cresceu 14,5%, valendo R$ 22,01. As ações da Petrobras, a empresa com maior valor de mercado na B3, tiveram alta de 7,5%, negociadas a R$ 55,02.
Os movimentos no mercado de câmbio acompanharam o ajuste nas ações. A expectativa de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno impacte a trajetória econômica derrubou a cotação do dólar frente ao real. Também às 11h55, a moeda norte-americana recuava 4,42% e era negociada abaixo de R$ 5, em R$ 4,985. Na mínima do dia até aquele momento, o dólar chegou a R$ 4,953; a máxima registrada na sessão foi R$ 5,008.
Analistas e agentes financeiros sinalizam que, em caso de vitória do candidato que ficou à frente no primeiro turno, haverá expectativa de mudança na condução da economia a partir de janeiro de 2027. Os agentes de mercado esperam a implementação de um programa de ajuste fiscal, redução de despesas e diminuição da relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB). Há também projeções de uma agenda de reformas com foco em medidas liberais na economia, incluindo reforma administrativa e avanços em previdência, além da possibilidade de redução da taxa básica de juros (Selic) diante de um eventual arrefecimento da inflação.
Os números do pregão desta segunda-feira deixam claro o impacto político sobre ativos e câmbio: a combinação de resultados eleitorais e expectativas de mudança de políticas públicas resultou em grande volatilidade e em movimentos acentuados tanto na bolsa quanto no mercado de câmbio.
