Banco Master: diretor do BRB silencia em depoimento à PF
Banco Master está no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal que, na última segunda-feira (26 de janeiro), ouviu Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do Banco de Brasília (BRB), sobre a compra de ativos da instituição. Embora tenha respondido aos questionamentos, o conteúdo de sua oitiva permanece sob sigilo judicial.
Silêncio estratégico de executivo
Logo após Garcia Júnior, Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do Master, foi convocado a depor e exerceu o direito constitucional de permanecer calado, evitando produzir prova contra si. A atitude reforça a cautela adotada pelos investigados, diante de suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Agenda de depoimentos no STF
A rodada de oitivas no Supremo Tribunal Federal foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do inquérito. Outras quatro testemunhas, entre dirigentes do BRB, executivos do Master e sócios do conglomerado, deverão falar à PF na terça-feira seguinte (27 de janeiro). Algumas dessas oitivas ocorrerão por videoconferência, conforme cronograma estabelecido.
Motivo da competência do STF
O caso tramita na Corte porque envolve um investigado com prerrogativa de foro: um deputado federal cujo suposto envolvimento ainda não foi confirmado pelas autoridades. Segundo informações disponíveis no portal do Supremo Tribunal Federal, a investigação busca esclarecer a negociação de carteiras de crédito entre as duas instituições, avaliada em valores ainda não divulgados publicamente.
Possíveis crimes financeiros
Além dos depoimentos, a Polícia Federal realiza diligências para reunir documentos contábeis que possam comprovar ou refutar a ocorrência de gestão fraudulenta. Especialistas consultados pela corporação apontam que transações de crédito entre bancos são legítimas, mas devem seguir parâmetros rígidos de transparência e precificação de ativos, sob fiscalização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários.
Concluída a fase de oitivas, a PF deverá elaborar relatório técnico detalhado para encaminhamento ao Ministério Público Federal. Caso haja indícios robustos, o MPF pode oferecer denúncia ao STF, que decidirá sobre eventual abertura de ação penal contra os envolvidos.
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Crédito da imagem: Joédson Alves/Agência Brasil
Fonte: Joédson Alves/Agência Brasil
