Bacellar renova licença na Alerj após afastamento pelo STF Bacellar renova licença na Alerj e prolonga sua ausência do mandato até 11 de fevereiro, mantendo-se afastado da presidência por ordem do Supremo Tribunal Federal.
Renovação da licença mantém Bacellar fora do plenário
Na última terça-feira (3 de fevereiro), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) protocolou novo pedido de licença na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O afastamento, agora válido até 11 de fevereiro, estende a condição de Bacellar, que está fora das funções parlamentares desde 10 de dezembro, quando foi preso na Operação Unha e Carne da Polícia Federal.
Entenda a Operação Unha e Carne
Bacellar foi detido em 3 de dezembro sob suspeita de vazar informações sigilosas a Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, investigado por intermediar armas para o Comando Vermelho. Mensagens interceptadas pela PF embasaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão e o afastamento do parlamentar da presidência da Casa.
Votação da Alerj e medidas judiciais
Cinco dias após a prisão, o plenário da Alerj aprovou, por 42 votos a 21, a soltura de Bacellar, conforme prevê a Constituição para casos de parlamentares. Moraes expediu o alvará, impôs tornozeleira eletrônica e uma série de restrições: recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com investigados, suspensão de porte de arma e entrega do passaporte.
Sucessão no comando da Casa
Com a licença renovada, a presidência da Alerj segue nas mãos do deputado Guilherme Delaroli (PL), que assumiu interinamente em dezembro. Bacellar, eleito presidente em 2023, chegou a ocupar o governo fluminense em ocasiões de afastamento de Cláudio Castro.
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Relembre a origem do inquérito
A investigação que levou ao afastamento do parlamentar está inserida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, a ADPF das Favelas, que apura a atuação de organizações criminosas violentas no Rio. O caso ganhou força após a prisão de TH Joias em setembro, na Operação Zargun, quando ele perdeu a suplência na Alerj.
Com a nova licença, Bacellar permanece longe dos holofotes legislativos e sob vigilância eletrônica, enquanto o inquérito segue no STF.
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Crédito da imagem: Thiago Lontra/ALERJ
Fonte: Agência Brasil
