Segundo Zelensky, o ataque a uma empresa civil em Kamianske deixou quatro mortos e cinco feridos. Ele também reportou danos a prédios residenciais em Kherson, Boryspil e Kharkiv e ataques a shoppings e aeroportos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em publicação na sua conta no X que a Rússia atacou, na noite desta sexta, 4, uma empresa civil em Kamianske, na região de Dnipro, e que o ataque matou quatro pessoas e feriu outras cinco.
Segundo Zelensky, além do ataque em Kamianske, edifícios residenciais foram danificados nas regiões de Kherson, Boryspil e Kharkiv. Ele também relatou que, em Sumy e Mykolaiv, drones atingiram shoppings. Ainda de acordo com a publicação, houve ataques nos aeroportos em Kiev e Boryspil, que teriam sido “deliberados pela primeira vez em algum tempo”.
“Claramente, esses ataques russos aos aeroportos são uma reação às discussões e preparativos para a possibilidade de o lado dos EUA usar uma aeronave para viajar para a Ucrânia e pousar no Aeroporto de Kyiv ou no Aeroporto de Boryspil. ‘Shaheds’ russo-iranianos em resposta à diplomacia americana”.
O presidente afirmou ainda que, diante dos movimentos russos, a Ucrânia ajustará na próxima semana a sua operação em função do espaço aéreo russo, que, segundo ele, se tornou perigoso por causa de drones e mísseis. A declaração mantém o compromisso de não ameaçar a diplomacia ucraniana, mas sinaliza mudanças operacionais para lidar com os riscos no céu.
“Claro, não há e não haverá ameaças à diplomacia de nossa parte. A Ucrânia está interessada em trazer a paz mais perto. A Rússia será responsabilizada pelo que faz”.
As informações divulgadas por Zelensky reúnem relatos de danos a infraestrutura civil e relatos de vítimas no ataque em Kamianske, além de apontar para um aumento das ações com drones e mísseis em diferentes regiões. O presidente relacionou os ataques aos aeroportos a movimentações diplomáticas e afirmou que as medidas ucranianas na próxima semana levarão em conta o que chamou de perigo no espaço aéreo. Não foram detalhadas, na publicação, medidas específicas que serão tomadas nem identificados os feridos e mortos pelo nome.
