Ataque dos EUA na Venezuela foi celebrado pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou a deputados republicanos que a operação militar resultou em “muitos” mortos, incluindo um número significativo de cubanos.
Ataque dos EUA na Venezuela deixou muitos mortos, diz Trump
Em discurso a parlamentares do Partido Republicano, realizado em Washington na última terça-feira (6 de janeiro), Trump descreveu a ação conduzida três dias antes como “brilhante taticamente”. De acordo com o presidente, 152 aeronaves e tropas terrestres participaram da investida que culminou no sequestro do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores.
“Do outro lado, muitos morreram. Infelizmente, devo dizer, havia muitos cubanos”, declarou Trump, sem apresentar números ou detalhar as baixas. Ele também ironizou Maduro, qualificando-o como “violento” e mencionando um vídeo em que o venezuelano imita sua famosa dança.
Trump destacou ainda que a ofensiva incluiu o corte de energia elétrica em quase toda a Venezuela. “Em Caracas, as únicas pessoas com luz eram as que tinham velas”, relatou, classificando o episódio como prova da “mais poderosa, letal e sofisticada força militar do planeta”.
Diante dos congressistas, o presidente norte-americano aproveitou para criticar o Partido Democrata, que se posicionou contra a intervenção, e manifestantes em Nova York contrários ao sequestro de Maduro, chamando-os de “pagos”.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, condenou a operação. Em pronunciamento em vídeo divulgado no domingo (4 de janeiro), ele afirmou que parte da guarda de Maduro foi “mortos a sangue frio” e exigiu a libertação do presidente, agora detido em Nova York sob acusação de narcoterrorismo.
Analistas internacionais apontam que o episódio agrava a tensão diplomática entre Caracas e Washington. Conforme reportou a agência Reuters, governos aliados da Venezuela classificaram a ação como violação da soberania do país sul-americano.
O sequestro de Maduro também gerou protestos em diversas capitais latino-americanas e reacendeu o debate sobre a legitimidade de intervenções militares unilaterais. Observadores da Organização das Nações Unidas pediram apuração independente das mortes relatadas e acesso humanitário às áreas afetadas.
Apesar das críticas, Trump reiterou que os Estados Unidos “não têm rivais” em poder bélico. “Ninguém pode nos enfrentar”, concluiu o presidente, encerrando o encontro que marcou a abertura do ano legislativo no Congresso.
Para acompanhar a repercussão internacional desse ataque e outras atualizações, visite a editoria Internacional do Giro pela Bahia e siga conosco.
Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
