Assessor de Rodrigo Bacellar é exonerado da Alerj após operação O chefe de gabinete Rui Bulhões, ligado ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), perdeu o cargo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após publicação em edição extra do Diário Oficial.
Assessor de Rodrigo Bacellar é exonerado da Alerj após operação
A exoneração partiu do presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), e ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bulhões foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência. No mesmo despacho, a PF também vistoriou o imóvel de Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Alerj desde decisão do STF que lhe impôs uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e proibição de contato com outros investigados.
O principal desdobramento da ação policial foi a prisão do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Segundo a investigação, o magistrado teria vazado informações sigilosas a Bacellar sobre o processo que culminou na prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
De acordo com o superintendente regional da PF, Fábio Galvão, o desembargador foi detido “com apoio irrestrito do TRF2”. Ainda conforme Galvão, TH Joias será transferido para um presídio federal por ordem de Moraes, medida que reforça a gravidade dos indícios de tráfico, lavagem de dinheiro e corrupção atribuídos ao ex-parlamentar.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
TH Joias, joalheiro que conquistou vaga na Alerj pelo MDB, é acusado de operar financeiramente para o Comando Vermelho. Ele encontra-se preso desde 3 de setembro de 2025 e, mesmo após a revogação da prisão de Bacellar pela própria Alerj, permanece no Complexo de Gericinó, em Bangu, oeste da capital fluminense.
Bulhões, agora exonerado, integrava o núcleo de confiança de Bacellar. A perda do cargo sinaliza, segundo analistas ouvidos pela Corte Suprema, o aprofundamento do cerco judicial contra eventuais colaboradores do esquema investigado.
Até o momento, a Alerj não anunciou substituto para a chefia de gabinete. Procurada, a defesa de Bacellar reiterou que o deputado nega participação em qualquer vazamento de informação ou elo com facções criminosas.
Para acompanhar outras repercussões políticas e os próximos passos da Operação Unha e Carne, visite a editoria de Política do Giro pela Bahia e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
