Anvisa proíbe fórmula infantil da Nestlé por risco de toxina
Anvisa proíbe fórmula infantil da Nestlé por risco de toxina após confirmar a presença da substância cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, em lotes de seis linhas de produtos destinados a bebês. A medida de caráter preventivo atinge as marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.
Entenda o risco da toxina cereulide
A toxina identificada pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia em crianças, sintomas que exigem acompanhamento médico imediato. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a contaminação foi detectada em ingrediente fornecido por um produtor global de óleos terceirizados, utilizado em fábrica localizada na Holanda.
De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, exposições à cereulide podem evoluir para quadros de desidratação e, em casos raros, complicações mais graves (consulte publicação em ECDC).
Quais lotes foram afetados
A Nestlé Brasil iniciou o recolhimento voluntário dos lotes comprometidos no País e em outros mercados. A lista completa pode ser verificada no site da Anvisa, onde estão discriminados números de lote e validade. Demais unidades das mesmas marcas, fora da listagem, permanecem liberadas para consumo.
Orientações a pais e responsáveis
Consumidores devem checar o código de lote impresso no rótulo. Caso a embalagem corresponda a um dos lotes suspensos, o produto não deve ser oferecido à criança. Para trocas ou reembolso, o contato deve ser feito diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Nestlé, cujo telefone e e-mail constam na embalagem.
Se houver ingestão e a criança apresentar sinais de intoxicação — como náuseas intensas ou sonolência fora do habitual — é recomendado procurar atendimento médico e levar, se possível, amostra da embalagem para análise.
Medidas adotadas pela Nestlé e acompanhamento da Anvisa
A empresa informou que ampliou o rastreamento de matérias-primas e reforçou os protocolos de segurança em suas unidades globais. A Anvisa seguirá monitorando o recolhimento e poderá aplicar sanções caso sejam encontradas novas irregularidades.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
