Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares Gluconex e Tirzedral A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata das canetas injetáveis Gluconex e Tirzedral, vendidas como medicamentos de GLP-1 para emagrecimento, mas sem qualquer registro ou notificação oficial no país.
Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares Gluconex e Tirzedral
De acordo com comunicado da agência, a decisão alcança todas as etapas da cadeia: estão vedadas a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos. A Anvisa classificou as canetas emagrecedoras como “produtos irregulares e de origem desconhecida”, alertando que não existe garantia quanto à composição, à eficácia ou à segurança.
As canetas começaram a circular amplamente em plataformas on-line, onde eram anunciadas como alternativa de perda de peso rápida. A agência reforça que qualquer medicamento que contenha análogos de GLP-1 só pode ser ofertado no país após análise técnica e concessão de registro sanitário, processo que assegura a qualidade farmacêutica e o controle de riscos. Sem essa avaliação, o uso representa ameaça potencial à saúde pública.
Profissionais da área e pacientes que localizarem unidades de Gluconex ou Tirzedral devem contatar a vigilância sanitária local ou registrar ocorrência nos canais oficiais da Anvisa. O órgão mantém relatórios de farmacovigilância abertos para denúncias e rastreamento de eventuais reações adversas.
Operação policial flagra contrabando do Paraguai
O alerta ganhou reforço com operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que, na última segunda-feira (13), interceptou em Duque de Caxias um ônibus procedente do Paraguai carregando mil frascos de canetas contendo tirzepatida, além de grande volume de anabolizantes. Um casal que embarcara em Foz do Iguaçu foi preso em flagrante por suspeita de contrabando e venda irregular de medicamentos no território nacional.
Segundo a corporação, o veículo estava sob monitoramento prévio justamente pela suspeita de transportar substâncias ilícitas. Todos os 42 passageiros foram conduzidos à Cidade da Polícia para averiguação. As investigações buscam agora mapear a rota de distribuição dos lotes apreendidos e identificar a participação de outras pessoas.
A importação clandestina de fármacos, especialmente os classificados como hormônios ou substâncias de uso restrito, infringe a legislação sanitária e penal brasileira. Conforme especialistas citados pela Organização Mundial da Saúde, produtos sem rastreabilidade podem conter dosagens incorretas, contaminantes e até componentes tóxicos.
Risco sanitário e orientações ao consumidor
A tirzepatida, princípio ativo encontrado nas canetas confiscadas, é considerada promissora no manejo da obesidade e do diabetes tipo 2, mas somente quando prescrita por médico, em formulações aprovadas e acompanhada de monitoramento clínico. A exposição a versões clandestinas pode desencadear hipoglicemia severa, alteração de pressão arterial e reações alérgicas graves.
Diante do cenário, a Anvisa recomenda que consumidores consultem sempre o número de registro gravado na embalagem de qualquer medicamento no Sistema Nacional de Produtos Controlados. Em caso de dúvida, a checagem deve ser feita antes da compra, especialmente em sites e redes sociais.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
