Amazon pode ser processada por suicídios ligados ao nitrito — A Suprema Corte do Estado de Washington decidiu, na última quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), que a Amazon poderá responder judicialmente por mortes ligadas à ingestão de nitrito de sódio vendido em sua plataforma.
Entenda a decisão unânime do tribunal
Por unanimidade, o colegiado derrubou um veredicto anterior que impedia as famílias de processar a varejista sob a lei estadual de responsabilidade por produtos. O tribunal inferior sustentava que o suicídio, e não o produto, seria a causa principal das mortes. Os magistrados da Suprema Corte discordaram desse entendimento e abriram caminho para que quatro famílias prossigam com ações por negligência.
Os parentes das vítimas alegam que a empresa sediada em Seattle promoveu a venda de nitrito de sódio — substância usada na indústria alimentícia, mas potencialmente letal em altas doses — ao lado de itens que facilitariam o suicídio. De acordo com as petições apresentadas, a Amazon teria conhecimento, “há anos”, da correlação entre o composto químico e práticas de automutilação, mas não implementou restrições adequadas de comercialização.
Procurada para comentar o caso, a companhia ainda não se manifestou. Em declarações anteriores sobre processos semelhantes, a Amazon alega cumprir todas as normas vigentes e sustenta que diversos produtos, quando mal utilizados, podem representar risco.
Para especialistas em direito do consumidor, a decisão sinaliza um possível fortalecimento da responsabilidade de plataformas digitais sobre itens potencialmente perigosos. Segundo a agência Reuters, o julgamento também poderá influenciar discussões em outros estados norte-americanos.
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Além de pedido de indenização, as famílias solicitam que a varejista adote avisos de risco mais evidentes e barre vendas acima de determinadas quantidades. O processo volta agora à primeira instância, onde serão analisadas provas sobre eventual negligência e a dimensão dos danos materiais e morais.
O nitrito de sódio centra debates internacionais sobre segurança de produtos on-line. Autoridades de saúde têm destacado a importância de controles mais rígidos e de educação pública para reduzir o acesso a substâncias letais.
No Brasil, entidades de prevenção ao suicídio reforçam a necessidade de vigilância nas plataformas de comércio eletrônico. Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.
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Crédito da imagem: Pascal Rossignol
Fonte: Pascal Rossignol
