O presidente do Senado rejeitou a criação da CPMI do Banco Master. Para Alcolumbre, a proposta serve como palanque eleitoral, já que PF e MPF investigam o caso.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reafirmou sua posição contra a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, argumentando que a iniciativa de alguns parlamentares visa transformar o caso em um palanque eleitoral.
Durante uma sessão plenária realizada na terça-feira, 2 de junho, Alcolumbre destacou que órgãos de controle, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, já estão investigando as denúncias relacionadas ao Banco Master. Ele questionou as motivações por trás da proposta de criação da comissão parlamentar.
“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira estão investigando isso. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral”, afirmou o presidente do Senado.
O senador do Amapá também se manifestou sobre as críticas que recebeu por não ter lido o requerimento da CPMI. Segundo Alcolumbre, a cobrança ocorreu em um momento em que o Congresso estava dedicado a discutir pautas municipais, o que, na sua visão, desviou o foco da sessão.
“Passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. Fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos, mas o foco acabou sendo o Davi, que não leu o requerimento da CPMI do Banco Master para ‘passar o Brasil a limpo’. Isso não é para passar o Brasil a limpo. É campanha eleitoral”, disse.
A controvérsia em torno da CPMI começou durante uma sessão conjunta do Congresso no dia 21 de maio, quando deputados e senadores pressionaram a Mesa Diretora para formalizar a criação da comissão. Mais de dez parlamentares apresentaram questões de ordem, afirmando que o requerimento já atendia aos requisitos constitucionais, incluindo o número mínimo de assinaturas exigido.
Contudo, Alcolumbre rejeitou os pedidos, enfatizando que a leitura de requerimentos é uma atribuição da Mesa e que depende da decisão da presidência. “Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência”, declarou. “Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da presidência da Mesa do Congresso Nacional.”

