No último dia 29 de maio de 2026, o advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble nos Estados Unidos, manifestou apoio à decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Durante uma publicação na rede social X, De Luca argumentou que essas facções brasileiras deixaram de ser um problema restrito à segurança pública nacional e passaram a representar uma ameaça internacional.
O advogado destacou que o PCC atua como uma “plataforma transnacional de logística de cocaína”, operando em quase 30 países e mantendo conexões diretas com produtores de cocaína na Colômbia, Peru e Bolívia. Para embasar suas afirmações, ele citou estudos do International Institute for Strategic Studies (IISS) e reportagens do The Wall Street Journal.
Em relação ao Comando Vermelho, De Luca afirmou que a facção se expandiu para oito países da América do Sul, controlando rotas estratégicas do tráfico internacional e atuando em áreas de fronteira na Amazônia, especialmente entre Brasil, Peru e Colômbia.
“O problema não é se PCC e CV publicam manifestos ideológicos. O problema é o que eles fazem”, declarou De Luca, ressaltando que as facções controlam territórios, intimidam civis, comandam redes prisionais e corrompem instituições em níveis elevados.
Na mesma semana, o governo dos Estados Unidos anunciou a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas estrangeiras, uma medida que deverá entrar em vigor no dia 5 de junho e foi confirmada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Essa decisão gerou reações no Brasil, especialmente entre membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se posicionaram contra a classificação.
Integrantes do Planalto argumentam que as facções atuam motivadas por interesses econômicos, o que, segundo eles, não se enquadraria na definição de terrorismo. O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, comentou que equiparar crime organizado a terrorismo “não ajuda” no combate às organizações criminosas.
Além disso, conforme informações da CNN Brasil, ministros do governo discutiram os possíveis impactos diplomáticos e financeiros da decisão dos EUA em uma reunião de emergência. Parte da equipe de Lula expressou preocupações de que essa classificação possa abrir espaço para pressões internacionais ou ações unilaterais dos Estados Unidos na região.

