Acordo Mercosul e União Europeia é aprovado e Lula celebra diálogo foi a expressão usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a confirmação, na última sexta-feira (9 de janeiro de 2026), de que a União Europeia aprovou por ampla maioria o tratado de livre-comércio negociado com o bloco sul-americano.
Acordo Mercosul e União Europeia é aprovado e Lula celebra diálogo
Nas redes sociais, Lula classificou o resultado como “vitória do diálogo, da negociação e da cooperação entre países e blocos”. O chefe do Executivo brasileiro participou ativamente das rodadas finais de negociação, consideradas prioritárias pelo governo em 2025, quando o Brasil ocupou a presidência pro tempore do Mercosul.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a aprovação logo após a votação. Segundo dados oficiais da Comissão Europeia, o acordo conecta mercados que somam 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões, configurando um dos maiores pactos comerciais do planeta.
Para Lula, o desfecho representa um marco do multilateralismo, conceito que privilegia a cooperação entre múltiplos países em detrimento de iniciativas unilaterais ou estritamente bilaterais. O presidente lembrou que o entendimento levou 25 anos de negociações até alcançar o formato final aprovado pela parte europeia.
Com o aval da União Europeia, Ursula von der Leyen tem viagem programada ao Paraguai, que preside o Mercosul desde dezembro de 2025, para formalizar o documento junto aos governos de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Cada país sul-americano deverá remeter o texto a seus respectivos parlamentos. A vigência, contudo, será individual: não é necessário aguardar a ratificação de todos os membros para que o tratado comece a valer em quem aprovar primeiro.
Entre os benefícios destacados pelos negociadores estão a redução de tarifas para produtos agrícolas e industriais, estímulo a investimentos e a criação de mecanismos conjuntos voltados à sustentabilidade. Analistas apontam que a parceria pode ampliar a competitividade das exportações sul-americanas e diversificar a pauta de importações europeias.
Ao final da mensagem, Lula reiterou que o entendimento comercial “envia sinal claro” em favor do comércio internacional baseado em regras e abre caminho para aprofundar a integração econômica de ambas as regiões.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Ricardo Stuckert/PR
