Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez presidente marcou o pronunciamento do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que, no último domingo (4 de janeiro de 2026), confirmou apoio militar à vice-presidente Delcy Rodríguez como chefe interina do Executivo e exigiu a libertação de Nicolás Maduro, detido pelos Estados Unidos.
Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez presidente
Reconhecimento militar e repúdio à intervenção
Em vídeo divulgado pela televisão estatal, Padrino López afirmou que o ataque norte-americano “representa uma ameaça global” e comparou a investida à Doutrina Monroe, que historicamente legitima intervenções dos Estados Unidos na América Latina. O general enfatizou que, “se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado”, classificando a ação como colonialista e conclamando a população a retomar a rotina nos próximos dias.
Decisão do Supremo e detalhes do ataque
Antes da manifestação militar, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) já havia determinado que Delcy Rodríguez assumisse a Presidência interina após a captura de Maduro, ocorrida no sábado (3 de janeiro). Segundo relatos oficiais, explosões atingiram diversos bairros de Caracas durante a operação conduzida por forças de elite dos Estados Unidos, que transferiram Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, para Nova York.
A ofensiva remete à invasão do Panamá em 1989, quando Washington prendeu Manuel Noriega. Assim como Noriega, Maduro é acusado pelo governo norte-americano de comandar um suposto cartel de drogas denominado De Los Soles. Especialistas, no entanto, questionam a existência dessa organização criminosa e apontam motivações geopolíticas, entre elas o afastamento de Caracas de parceiros como China e Rússia e o controle das maiores reservas de petróleo comprovadas do planeta.
Repercussão e críticas internacionais
A ação militar reacendeu debate sobre soberania na região. Conforme analisou a BBC News Brasil, a Doutrina Monroe tem sido usada para justificar intervenções externas desde o século XIX, alimentando tensões diplomáticas e críticas de organizações internacionais.
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Parlamentares de países sul-americanos convocaram sessões emergenciais para discutir sanções contra Washington e possíveis medidas de apoio a Caracas. Já o Departamento de Estado dos EUA mantém a recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à condenação de Maduro.
Ao reafirmar lealdade a Delcy Rodríguez, as Forças Armadas venezuelanas consolidam o poder interno enquanto aguardam desdobramentos judiciais e diplomáticos em Nova York.
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Crédito da imagem: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria
Fonte: Reuters
