Sport aciona o Vitória na CNRD e cobra multa de R$ 1,5 milhão
Sport aciona o Vitória na CNRD e cobra multa de R$ 1,5 milhão por ter utilizado o goleiro Thiago Couto, atleta vinculado ao clube pernambucano e emprestado ao Rubro-Negro baiano. A disputa, apresentada recentemente na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), reacendeu divergências financeiras entre as diretorias.
Pressão financeira entre os clubes
O Sport notificou o Vitória de forma extrajudicial em 24 de novembro, um dia depois da partida na Ilha do Retiro em que os baianos venceram por 3 a 1. O documento exigia o pagamento da multa em até cinco dias úteis, valor definido em contrato por ter escalado o goleiro Thiago Couto. Sem acordo, o clube pernambucano levou o caso à CNRD, órgão vinculado à CBF responsável por mediação de litígios.
Resposta do Vitória
O presidente do Vitória, Fábio Mota, rebateu informando que também recorrerá à CNRD para cobrar uma pendência de R$ 400 mil, referente ao empréstimo do atacante Léo Pereira ao Sport em agosto. Segundo o dirigente, havia negociação entre as gestões anteriores para abater os valores devidos de ambos os lados, inclusive com possibilidade de novos empréstimos de jogadores como Willean Lepo, Léo Naldi e Filipe Machado.
“Se o Sport recorreu, entende que não precisa de nossos atletas nem de acordo. Assim que formos oficialmente notificados, acionaremos pela dívida de Léo Pereira”, declarou Mota. Ele acrescentou que, caso a divergência persista, jogadores pretendidos pelo clube pernambucano poderão ser emprestados ao Ceará.
Situação de Thiago Couto e Gabriel Vasconcelos
Thiago Couto tem contrato de empréstimo com o Vitória até 31 de dezembro. Apesar do impasse, a equipe baiana manifestou interesse em mantê-lo para a próxima temporada. Em contrapartida ao acordo inicial, o Vitória cedeu o goleiro Gabriel Vasconcelos ao Sport, mas o atleta deverá retornar em 2026 para ser aproveitado pelo técnico Jair Ventura.
Próximos passos na CNRD
Ambos os processos serão avaliados pela Câmara, que poderá determinar pagamentos, compensações ou até sanções desportivas. A resolução, porém, costuma levar semanas até que cada parte apresente defesa e provas documentais.
O desfecho na CNRD definirá se os clubes terão de arcar integralmente com as cobranças ou se algum acordo será homologado. Independentemente da decisão, a disputa evidencia o impacto contratual de empréstimos e multas no futebol brasileiro.
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Crédito da imagem: Victor Ferreira/EC Vitória
Fonte: Futebol Baiano
