Vaqueiro morto em terra indígena no Pará foi vítima de uma emboscada quando conduzia cerca de 350 cabeças de gado, na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, na última segunda-feira (15 de dezembro). O trabalhador, contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), integrava uma operação de desintrusão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Vaqueiro morto em terra indígena no Pará durante desintrusão
De acordo com informações repassadas pelos órgãos envolvidos, o disparo atingiu o pescoço da vítima enquanto o comboio de gado avançava por um ramal estreito de mata rumo ao curral onde os animais seriam retirados da área ocupada ilegalmente. A ação contou com apoio de doze policiais militares e quatro policiais civis, além de servidores do Ibama e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
A Polícia Federal despachou equipes para reforçar a segurança e apurar a autoria do crime. A investigação também deverá esclarecer se há participação de grupos organizados contrários à retirada dos invasores. Em nota, o Ibama lamentou o assassinato e afirmou que manterá a operação até cumprir integralmente a decisão do STF.
A Terra Indígena Apyterewa, homologada em 2007, é alvo de disputas agrárias e ambientais recorrentes. O STF determinou a retirada de não indígenas da região após sucessivos relatórios apontarem desmatamento, garimpo e criação ilegal de gado dentro do território protegido.
As autoridades ainda não divulgaram a identidade do vaqueiro, mas informaram que ele possuía experiência em manejo de gado em áreas de floresta. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal de Redenção (PA). Não há registro de feridos entre os demais integrantes da operação.
O comando da operação estuda reforçar o efetivo e rever protocolos de segurança para evitar novas ocorrências enquanto o rebanho permanece em remoção. A Procuradoria-Geral da República acompanha o caso.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
