Fuga de Ramagem: PF confirma saída clandestina pela Guiana abre o relato sobre a investigação que demonstrou como o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) cruzou a fronteira de Roraima sem fiscalização, entrou na Guiana e prosseguiu aos Estados Unidos usando passaporte diplomático.
Fuga de Ramagem: PF confirma saída clandestina pela Guiana
Investigação da PF detalha percurso clandestino
Em entrevista concedida na última segunda-feira (15 de dezembro), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a trajetória “parece muito clara”: Ramagem teria deixado o território nacional por um ponto não oficial na divisa com a Guiana. De lá, embarcou rumo a Miami, na Flórida, antes de ser decretada a execução de pena de 16 anos, um mês e 15 dias por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Segundo Rodrigues, o parlamentar não passou por nenhum posto de fiscalização brasileiro. A descoberta da rota contou com cooperação de órgãos de inteligência e análise de registros migratórios internacionais. O caso ganhou repercussão também na imprensa especializada; reportagem da Agência Brasil destacou o uso do passaporte diplomático como peça-chave na evasão.
Mandado de prisão e apoio logístico
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), expediu mandado de prisão preventiva logo após confirmar a ausência do deputado do país. Na mesma decisão, autorizou diligências para identificar possíveis colaboradores.
No sábado anterior (13 de dezembro), a PF prendeu Celso Rodrigo de Mello, apontado como responsável pelo transporte de Ramagem na fronteira. Filho do empresário Rodrigo Cataratas, ligado ao garimpo na região, Mello será interrogado nos próximos dias sobre a logística fornecida ao parlamentar.
Condenação por tentativa de golpe de Estado
Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A Primeira Turma do STF entendeu que o deputado instrumentalizou a Abin para espionar adversários, fabricar notícias falsas e sustentar ilegalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Além da pena de reclusão, Ramagem perdeu direitos políticos e teve bens bloqueados. A defesa ainda não se manifestou sobre a fuga nem sobre a prisão do suposto cúmplice.
O desenrolar da investigação promete novos desdobramentos nos próximos dias. Para acompanhar outras coberturas da editoria Justiça, acesse nosso portal e continue informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
