Celular Seguro passa a efetuar o bloqueio de linhas, aplicativos financeiros e IMEI mesmo em aparelhos que não tinham o aplicativo instalado, bastando que a vítima registre a ocorrência em até 15 dias por outro dispositivo.
Bloqueio simplificado dispensa IMEI e cadastro prévio
Anunciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em 11 de dezembro de 2025, a atualização do Programa Celular Seguro elimina duas exigências que dificultavam a reação rápida após furto, roubo ou perda do telefone: a informação do IMEI e o cadastro prévio no sistema. Agora, basta baixar o app em qualquer smartphone, tablet ou computador, inserir a linha telefônica afetada, a data e o horário do incidente e acionar o alerta.
O procedimento unifica o pedido de bloqueio junto às operadoras, instituições financeiras e fabricantes, reduzindo prejuízos com golpes digitais e facilitando a recuperação de aparelhos pelas polícias estaduais. Segundo a pasta, o sistema possui atualmente 3,6 milhões de usuários cadastrados desde seu lançamento, em dezembro de 2023.
Etapas para emitir o alerta
1. Acesse o aplicativo Celular Seguro em outro dispositivo.
2. Informe o número da linha vinculada ao telefone perdido ou roubado.
3. Indique data e horário aproximados do ocorrido.
4. Selecione as opções desejadas: bloqueio da linha, dos apps bancários, do IMEI ou entrada em modo recuperação.
O prazo máximo para registrar a ocorrência é de 15 dias. Após esse período, o usuário ainda pode solicitar o bloqueio diretamente à operadora, mas sem a integração automática oferecida pela plataforma.
Objetivo é reduzir crimes e golpes digitais
O governo federal aposta na rapidez do alerta único para desestimular furtos e roubos, bem como minimizar perdas financeiras causadas por transferências não autorizadas. A expectativa, conforme o Ministério da Justiça, é que a medida amplie o alcance do programa e simplifique a cooperação entre operadoras, bancos e autoridades policiais.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
