Bolsonaro cirurgia: defesa pede saída da prisão para operar abre pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixe a Superintendência da Polícia Federal em Brasília e seja internado no Hospital DF Star, onde, segundo a equipe médica, precisará passar por dois procedimentos cirúrgicos.
Pedido de autorização ao STF
A solicitação foi protocolada na noite de 9 de dezembro junto ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que resultou na pena de 27 anos e três meses imposta a Bolsonaro. Os advogados sustentam que a permanência em regime fechado agrava o quadro clínico do ex-mandatário e pedem a remoção imediata para o DF Star, com previsão de internação de cinco a sete dias.
Quais cirurgias são necessárias
De acordo com laudo anexado ao processo, Bolsonaro apresenta crises persistentes de soluços — sequela de intervenções abdominais anteriores — e agravamento de uma hérnia inguinal unilateral. Ambos os problemas, afirmam os médicos, demandam intervenção cirúrgica. A defesa argumenta que o ambiente prisional “é incompatível com a condição de saúde do paciente”, enfatizando risco à integridade física.
Possibilidade de prisão domiciliar
No mesmo documento, os advogados renovam o pedido para que a pena passe a ser cumprida em prisão domiciliar, conforme previsto no Código de Processo Penal para detentos cuja saúde exija cuidados impossíveis no sistema prisional. O ministro Moraes ainda não definiu prazo para analisar os requerimentos.
Contexto jurídico e repercussão
Bolsonaro foi condenado por participação em uma suposta trama golpista e cumpre pena desde janeiro na sede da Polícia Federal. A discussão sobre benefícios médicos para presos ganhou destaque após casos semelhantes, como o do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, abordado recentemente pela agência Reuters.
Enquanto a Corte não se pronuncia, a defesa se mantém em alerta para apresentar novos relatórios médicos. Caso o pedido seja deferido, o Departamento Penitenciário Federal deverá acompanhar todo o deslocamento e a permanência hospitalar.
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Crédito da imagem: Reuters/Diego Herculano/Arquivo
Fonte: Agência Brasil
