Dia Mundial de Luta contra o HIV marca, a cada 1º de dezembro, o início do Dezembro Vermelho e renovou, recentemente, o debate sobre avanços e desafios do Brasil no combate à aids.
Redução de mortalidade e transmissão vertical
Dados do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2024, do Ministério da Saúde, indicam que o país registrou 1.165.599 casos desde 1980. O titular da pasta, Alexandre Padilha, ressaltou a queda na mortalidade e a eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública, resultado atribuído ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Programa Nacional de Combate à Aids.
Metas 95-95-95 até 2030
Signatário da estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil assumiu o compromisso de diagnosticar 95% das pessoas vivendo com HIV, tratar 95% dos diagnosticados e alcançar carga viral indetectável em 95% dos tratados. Além disso, o objetivo inclui reduzir em 90% a incidência e os óbitos em comparação com 2010.
Números atuais do HIV no país
Em 2023, foram notificados 46.495 novos casos, alta de 4,5% sobre 2022. A taxa de detecção de aids ficou em 17,8 casos por 100 mil habitantes, com maior concentração entre 25 e 34 anos. A transmissão sexual respondeu por 75,3% das infecções em indivíduos com 13 anos ou mais.
A faixa etária acima de 60 anos apresentou crescimento de 33,9% nos diagnósticos na comparação entre 2015 e 2023. Entre gestantes, a taxa de detecção alcançou 3,3 casos por mil nascidos vivos, índice 33,2% superior ao registrado uma década antes.
Desigualdades persistem
Pessoas negras representaram 63,2% das infecções notificadas em 2023, enquanto homens que fazem sexo com homens responderam por 53,6% dos novos casos. O ministro Padilha reconheceu que combater estigma, ampliar a testagem e garantir acesso rápido ao tratamento permanecem desafios centrais.
Cenário global
Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), 40,8 milhões de pessoas vivem com o vírus no mundo. Em 2024 ocorreram 1,3 milhão de novas infecções, e 9,2 milhões ainda não têm acesso ao tratamento antirretroviral.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
