Bolsonaro preso recebe visita de Michelle Bolsonaro na PF
Bolsonaro preso recebe visita de Michelle Bolsonaro na PF foi o que se viu no final da tarde de domingo (23 de novembro), quando câmeras de TV registraram o ex-presidente acompanhando a esposa até a saída da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanece sob custódia preventiva desde sábado (22).
Bolsonaro preso recebe visita de Michelle Bolsonaro na PF
Autorização do STF permitiu o encontro
A visita da ex-primeira-dama foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo inquérito que levou à prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Segundo despacho do magistrado, não havia impedimento jurídico para contato familiar, desde que mantido o controle de segurança no local.
Viagem interrompida e apelo religioso
Michelle Bolsonaro interrompeu agenda do Partido Liberal no Ceará e voltou a Brasília logo após ser notificada da detenção do marido. Em publicação nas redes sociais, conclamou apoiadores a “continuar em oração” e afirmou que “Deus não perdeu o controle de nada”. A ex-primeira-dama relatou ainda a preocupação com a filha Laura e pediu que o ex-presidente “não desistisse” da família.
Motivos da prisão preventiva
Bolsonaro foi detido após tentativa de violar a tornozeleira eletrônica na sexta-feira (21). De acordo com decisão de Moraes, o ato indicaria risco de fuga, agravado pela vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro em frente à residência do pai. A defesa alega que o ex-presidente agiu sob “confusão mental” provocada por interação medicamentosa e que teria colaborado com a troca do equipamento.
Condenação por trama golpista
O ex-chefe do Executivo foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investigou tentativa de golpe após as eleições de 2022. Na semana anterior, a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração apresentados por ele e outros seis réus, abrindo caminho para execução da pena em regime fechado.
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Críticas a Moraes e alegações políticas
Michelle associou a data da detenção (22) ao número do PL e à multa de R$ 22,9 milhões aplicada à legenda, sugerindo simbolismo na decisão judicial. Especialistas ouvidos pela agência Reuters afirmam que a coincidência não interfere na legalidade da ordem, mas reforça o debate sobre politização do processo.
Com a família autorizada a visitar o ex-presidente e novos desdobramentos aguardados para os próximos dias, o caso segue no centro das atenções da Justiça brasileira.
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Crédito da imagem: Reuters/Mateus Bonomi
Fonte: Agência Brasil
