Visita dos filhos de Bolsonaro é autorizada por Moraes
Visita dos filhos de Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal foi liberada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, publicada em 23 de novembro de 2025, estipula horários distintos e duração máxima de 30 minutos para cada encontro com o ex-presidente, preso preventivamente desde 22 de novembro.
Agenda escalonada e tempo limitado
Pelo despacho, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderão visitar o pai na terça-feira, 25 de novembro, entre 9h e 11h. Já Renan Bolsonaro terá acesso à cela na quinta-feira, 27 de novembro, no mesmo horário. O ministro determinou que as visitas ocorram separadamente, sem sobreposição, para garantir a ordem interna da unidade policial.
Orientações médicas e acesso de advogados mantidos
Moraes manteve as autorizações já existentes para advogados e equipe médica. O despacho orienta que, em caso de intercorrência de saúde, a Polícia Federal acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por ser considerado o recurso mais rápido e seguro.
Contexto da prisão preventiva
O ex-presidente foi detido após o STF avaliar risco de fuga, apontado em relatório da PF que descreveu tentativa de violação da tornozeleira eletrônica com o uso de solda na véspera da prisão. A defesa atribuiu o episódio a suposta confusão mental causada por interação de medicamentos.
Condenação pendente de execução
Condenado a 27 anos e três meses de reclusão pelo envolvimento em uma trama golpista, Bolsonaro teve os embargos de declaração rejeitados pela Primeira Turma do STF. O resultado mantém a possibilidade de início da execução da pena em regime fechado nas próximas semanas. Detalhes sobre a decisão podem ser consultados no site do Supremo Tribunal Federal.
Com o cronograma de visitas definido, a defesa busca converter a prisão preventiva em domiciliar, alegando questões de saúde. Até nova deliberação, o ex-presidente permanecerá sob custódia na sede da Polícia Federal em Brasília.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
