Ex-governadores que apoiaram Flávio Bolsonaro adotaram posturas distintas após o pleito. Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79%); Flávio teve 59.826.041 (48,21%) e não reconheceu o resultado.
A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de não reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2026 não foi seguida por todos os nomes que o apoiaram na campanha. Entre os aliados que reconheceram publicamente o resultado da disputa estavam o ex-governador de São Paulo João Doria e o governador de Goiás Ronaldo Caiado, que haviam dado apoio à candidatura de Flávio durante o processo eleitoral.
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 64.256.232 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, equivalente a 48,21%. A diferença de 4.430.191 votos foi anunciada após uma eleição marcada por questionamentos sobre a extensão do horário de funcionamento de algumas seções de votação.
João Doria reconheceu a vitória de Lula e fez um apelo à união do país, posicionamento que se destacou como um contraponto dentro do grupo de apoio ao candidato derrotado. Ronaldo Caiado também reconheceu o resultado do segundo turno e afirmou que os políticos devem se curvar à decisão da maioria, gesto ocorrido apesar do apoio declarado a Flávio durante a campanha.
Integrantes da campanha e aliados de Flávio discordaram internamente sobre a melhor forma de reagir à derrota. Alguns defendiam cautela diante dos números e da divulgação oficial, enquanto outros defendiam uma postura mais dura em relação ao desfecho. A principal linha de contestação do candidato concentrou-se nos questionamentos sobre a prorrogação do horário de votação, medida autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
O reconhecimento público da vitória do adversário não foi apresentado pelos aliados como uma adesão ao programa de governo do presidente reeleito nem como abandono da atuação da oposição. A avaliação entre diferentes lideranças é a de que é possível respeitar o resultado das urnas e, ao mesmo tempo, manter divergências políticas e posicionamentos críticos perante o novo governo.
O episódio evidenciou a divisão entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro e abriu espaço para um debate interno sobre estratégias políticas e institucionais a serem adotadas nas próximas semanas, tanto em relação a contestações formais quanto ao posicionamento parlamentar e público diante do governo reeleito.
