O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua participação no último debate antes da eleição, marcada para domingo (25), afirmando que sua trajetória política e pessoal o credenciam como solução para o país e para a defesa da democracia.
No encerramento do debate, realizado na sexta-feira (23), o presidente destacou sua história de vida, citando o início do trabalho ainda na infância e a ascensão à Presidência. Em sua fala, fez um alerta sobre os riscos que, segundo ele, estariam colocados para a democracia brasileira.
Tenho biografia e história e luta junto com vocês, comecei a trabalhar com 12 anos de idade e virei presidente da República. Ou mantemos a democracia funcionando, ou teremos um miliciano governando o País
O confronto entre o presidente e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi o último debate presidencial antes do segundo turno, que acontece no domingo (25). Foi a segunda vez que os dois estiveram frente a frente durante a campanha eleitoral; a primeira ocorreu em debate organizado por outra emissora.
O encontro entre os candidatos ocorreu depois de um acordo para a quebra imediata, total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, com divulgação em site de acesso público. A decisão sobre a liberação desses sigilos foi tomada no Tribunal Superior Eleitoral: o ministro André Mendonça liberou, na quinta-feira (22), a quebra dos sigilos bancário e demais, e ele havia sido sorteado relator do caso na terça-feira (20).
O debate e o acordo sobre a divulgação dos sigilos ocorreram em um momento de alta atenção nacional para o segundo turno, marcado para domingo (25). A proximidade da data fez com que as posições dos candidatos e os temas colocados em debate ganhassem destaque nas agendas de campanha.
Sem novos números ou anúncios além dos já divulgados durante o encontro, a disputa segue para a votação de domingo com os eleitores atentos às propostas e aos argumentos apresentados nos embates da reta final.
