Fontes do Hospital Gemelli dizem que o pontífice fará imunoterapia por pelo menos três anos para prevenir retorno de adenocarcinoma no pulmão. A cirurgia retirou parte de um pulmão; tumor de 2,5 cm foi PD-L1 positivo.
O papa Leão XIV deverá ser submetido a imunoterapia por pelo menos três anos para prevenir a volta de um câncer no pulmão, segundo apuração de uma jornalista que atua no Vaticano, com fontes do Hospital Policlínico Gemelli. O tumor do pontífice tinha 2,5 centímetros e exames identificaram positividade para PD-L1. A medida preventiva foi indicada diante do histórico familiar de câncer.
De acordo com a apuração, Leão XIV não precisará de radioterapia ou quimioterapia. Parte de um dos pulmões do papa foi removida numa cirurgia realizada na semana passada, que confirmou tratar-se de adenocarcinoma, o tipo mais comum de câncer de pulmão.
Por conta do tratamento e da recomendação médica, o pontífice foi aconselhado a não viajar de helicóptero até a cidade italiana de Assis na próxima semana, onde participaria de um encontro inter-religioso. O evento, intitulado “Desarmados e Desarmando a Paz”, reúne líderes cristãos e representantes de outras religiões.
“para facilitar sua recuperação”
Em comunicado, o Vaticano informou que Leão XIV, de 71 anos, foi aconselhado a não viajar “para facilitar sua recuperação” da cirurgia para tratar o câncer de pulmão. A mesma nota ressaltou a intenção do pontífice de manter contato com os organizadores e com os convidados do encontro.
O papa deverá enviar uma mensagem aos organizadores, aos líderes religiosos e aos convidados que iriam participar do encontro em Assis. Além disso, estava prevista uma reunião na próxima terça-feira (27) para marcar o 40º aniversário do Dia Mundial de Oração pela Paz, instituído por São João Paulo II.
Em um comunicado separado, os médicos do papa disseram que uma radiografia de tórax de acompanhamento confirmou sua boa recuperação. Ainda assim, eles recomendaram, por precaução, que ele não fizesse a viagem para Assis de helicóptero, devido ao curto intervalo desde a operação.
“espírito de Assis”
O Vaticano afirmou que o papa queria expressar sua proximidade com os participantes e reafirmar sua convicção de que o “espírito de Assis”, o diálogo e a busca por palavras e gestos de paz continuam sendo recursos valiosos em tempos de conflito. O encontro em Assis celebra o histórico encontro inter-religioso pela paz convocado por São João Paulo II em 1986.
O cancelamento da viagem é a mais recente alteração na agenda de Leão XIV desde a cirurgia, que representou o primeiro grande problema de saúde do pontificado de 17 meses. As medidas médicas agora previstas — incluindo a imunoterapia por três anos — visam reduzir o risco de recidiva do câncer detectado.
