Em entrevista na reta final, o candidato do PL disse que levará ao Congresso proposta para proibir a reeleição presidencial. Ele disse que o Congresso decidirá se inclui governadores e prefeitos.
Em entrevista na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende apresentar uma proposta para acabar com a reeleição para presidente da República. A declaração do candidato do PL detalhou que a mudança seria inicialmente dirigida apenas ao cargo de presidente, e que caberia ao Congresso Nacional decidir se a alteração constitucional seria estendida a governadores e prefeitos.
Segundo o relato da entrevista, a ideia colocada por Flávio prevê que a regra atual de reeleição seja revista para o Executivo federal, deixando em aberto o futuro tratamento dos mandatos estaduais e municipais até que o Legislativo analise e delibere sobre eventual ampliação da medida. A proposta, conforme exposto pelo candidato, tem origem em iniciativa que ele pretende apresentar formalmente durante o processo eleitoral.
O candidato também declarou que, caso seja eleito sob a regra atual de mandato de quatro anos, não disputaria uma reeleição consecutiva. Essa posição pessoal sobre concorrer ao segundo mandato aparece vinculada à mudança que ele propõe: primeiro extinguir a possibilidade de reeleição para a Presidência e, depois, submeter ao Congresso qualquer definição sobre governadores e prefeitos.
Durante a mesma entrevista, Flávio foi questionado sobre a possibilidade de ampliar o mandato presidencial para cinco anos. Em resposta, ele manteve a referência à regra vigente ao afirmar que, se prevalecer a atual duração de quatro anos, esse seria o período de um eventual governo. A declaração reforça que a proposta inicial de fim da reeleição seria restrita à Presidência, deixando outros pontos para análise e decisão do Legislativo.
O tema da reeleição volta a entrar na agenda da campanha a partir dessa posição anunciada pelo candidato, que combina uma proposta normativa — o fim da reeleição para presidente — com uma posição pessoal de não buscar mandato presidencial consecutivo em caso de eleição sob as regras atuais. Resta ao Congresso avaliar tanto a proposta quanto a eventual extensão da medida a outras esferas do Executivo.
