Nesta quarta (14), Lula divulgou um manifesto às famílias evangélicas pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. A iniciativa mira reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro entre eleitores religiosos antes do segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um novo manifesto dirigido às famílias evangélicas nesta quarta-feira, 14. A iniciativa visa reduzir a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores religiosos a menos de duas semanas do segundo turno.
A publicação da carta foi feita pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito nas redes sociais. O documento surge em meio à manutenção de alta rejeição ao governo petista entre parte dos fiéis, apontada em pesquisas eleitorais recentes.
No texto, o presidente faz apelos sobre pautas de comportamento e apresenta promessas com foco no eleitorado cristão. Entre os pontos citados, a mensagem menciona medidas contra empresas de apostas virtuais e a proposta de garantir dois dias de descanso semanal, que o texto associa à possibilidade de convívio nos templos.
“Lembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal”
Além do apelo moral, a carta pede discernimento religioso na hora do voto, na tentativa de reconquistar a confiança de lideranças e fiéis que demonstraram resistência ao governo em rodadas eleitorais anteriores.
O envio de mensagens com tom religioso não é novidade na estratégia eleitoral do partido. Cartas semelhantes foram divulgadas pela campanha petista na reta final de 2022 e novamente em junho deste ano, sem, na época, conseguir reverter a desconfiança de setores das lideranças cristãs.
Os números das pesquisas justificam a intensidade da aproximação. Um levantamento da Quaest indicou que, no primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 46% das intenções de voto entre eleitores evangélicos, enquanto Lula teve 27%, o que demonstra liderança consolidada do opositor nesse segmento.
A movimentação chega quando as campanhas intensificam ações direcionadas a segmentos sociais chave, na tentativa de ampliar bases de apoio e reduzir margens de vantagem do rival no segundo turno.
