Em postagem no X, Flávio afirmou que o PT espalhou fake news ligando-o à suposta retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. Disse ainda que a 'teia de mentira' faz parte do plano de Lula para se manter no poder.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta segunda-feira, 28, o Partido dos Trabalhadores (PT) de ser responsável pela propagação de notícias falsas que envolveram seu nome e Nossa Senhora Aparecida. Em publicação na rede social X, o parlamentar relacionou a controvérsia a uma estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para permanecer no poder.
“A maior fake news destas eleições foram fabricadas pela ‘Liga da Mentira do PT’. A teia de mentira faz parte do plano de lula de fazer o ‘diabo’ pra ficar no poder. Ele só esqueceu que o plano de Deus ninguém muda!”
A polêmica teve início na quinta-feira, 24, quando a jornalista Maria Cristina Fernandes, então na GloboNews, afirmou que um grupo de evangélicos estaria articulando uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A emissora reconheceu o erro, se retratou e pediu desculpas pela divulgação. Segundo a correção, o projeto mencionado havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008, sem ligação com Flávio Bolsonaro.
O senador negou ter apresentado ou apoiado qualquer proposta com esse objetivo e, na sexta-feira, 25, comentou a retratação da emissora nas redes sociais.
“GloboNews se retratando pela mentira de que haveria um ‘movimento’ para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto sequer existe!”
O caso ganhou nova dimensão no domingo, 27, quando o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet relacionada ao boato.
A postagem de Tabet não citava nominalmente Flávio Bolsonaro, mas fazia referência a uma chamada “família miliciana” e a um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida. Mendonça havia determinado a retirada daquele conteúdo e de outras publicações com a mesma associação.
Ao analisar o caso, o ministro Flávio Dino entendeu que não havia elementos suficientes para estabelecer que a postagem fazia referência direta ao candidato e que a remoção poderia afetar tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade religiosa. A decisão determinou o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento.
A campanha de Flávio Bolsonaro criticou a medida e afirmou que o STF estaria liberando uma informação que considera falsa. O episódio também reacendeu o debate sobre o alcance de correções jornalísticas e sobre a circulação de boatos em período eleitoral.
Promulgado em 12 de outubro de 1980, o feriado de Nossa Senhora Aparecida reconhece oficialmente a importância da santa para o povo brasileiro.

