A uma semana do primeiro turno, levantamento aponta Luciano Zucco com 29% e Juliana Brizola com 23% das intenções de voto. Apesar da diferença de seis pontos, a margem de erro de 3 pontos indica empate técnico.
A pouco mais de uma semana do primeiro turno, um levantamento mostrou movimentações nas intenções de voto para o governo do Rio Grande do Sul. O deputado federal Luciano Zucco (PL) avançou de 26% em agosto para 29% em setembro. Juliana Brizola (PDT) permaneceu em 23%.
Ambos apareceram tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa divulgada na quinta-feira, dia 24, o candidato do PL ficou numericamente à frente da pedetista por seis pontos percentuais.
No confronto entre os dois em um eventual segundo turno, Luciano Zucco passou de 33% em agosto para 40% em setembro. Juliana Brizola recuou de 36% para 34%. Apesar da inversão numérica, a diferença permaneceu dentro do intervalo determinado pela margem de erro.
O levantamento, encomendado por um grupo de comunicação, ouviu 900 eleitores gaúchos com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, com nível de confiança informado de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RS-01390/2026.
A instituição responsável elaborou dois cenários estimulados para o primeiro turno diante do indeferimento da candidatura de Cesar Pontes (PCO) pelo Tribunal Regional Eleitoral. Na simulação que ainda incluía Pontes, Zucco alcançou 29%, três pontos acima dos 26% registrados em agosto. Juliana manteve 23%.
Gabriel Souza (MDB) subiu de 9% para 10%. Marcelo Maranata (PSDB) subiu de 2% para 3%. Priscila Voigt (UP) permaneceu com 1%. Rejane de Oliveira (PSTU) passou a registrar 1%, enquanto Cesar Pontes apareceu com 0%. Nesse cenário, 25% dos entrevistados não souberam ou não responderam, contra 27% no levantamento anterior. Outros 8% disseram que pretendiam votar em branco ou anular o voto, percentual que era de 12% em agosto.
Sem Cesar Pontes, o quadro praticamente não mudou: Zucco permaneceu com 29% e Juliana com 23%. Gabriel Souza subiu para 11%. Maranata manteve 3%, e Priscila Voigt e Rejane de Oliveira ficaram com 1% cada uma. Os eleitores que não souberam ou não responderam passaram a representar 24%, e os votos brancos e nulos somaram 8%.
A pesquisa também mediu o grau de consolidação das escolhas: 67% afirmaram que a decisão sobre o candidato era definitiva. Outros 33% disseram que ainda podiam mudar de opção até 4 de outubro, data do primeiro turno.
Na pesquisa espontânea, onde os nomes não foram apresentados pelos entrevistadores, Zucco avançou de 13% em agosto para 20% em setembro. Juliana subiu de 7% para 10%. Gabriel Souza passou de 2% para 5%. Maranata teve 1%. Priscila Voigt, Rejane de Oliveira e Cesar Pontes apareceram com 0%, enquanto outros nomes somaram 1%. A parcela sem candidato definido caiu de 74% para 61% na espontânea. Brancos e nulos passaram de 3% para 2%.
Foram testados outros cenários de segundo turno. Diante de Gabriel Souza, Zucco registrou 42%, contra 26% do emedebista, ante 33% e 22% em agosto. Em um confronto entre Juliana Brizola e Gabriel Souza, Juliana teve 34% e Gabriel 27%, com indecisos em 19% e brancos e nulos em 20%.
Ao perguntar sobre os principais problemas do estado, os entrevistados apontaram enchentes e saúde como as primeiras preocupações, cada uma mencionada por 25%. A economia apareceu com 10%. Educação, infraestrutura e violência foram citadas por 6% cada. Outros assuntos reuniram 17% das respostas, e 5% não souberam ou não responderam.
O levantamento avaliou também conhecimento, potencial de voto e rejeição. Zucco teve 37% de potencial de voto, 40% disseram não conhecê-lo e 23% afirmaram conhecê-lo, mas descartar o voto. Juliana apresentou 36% de potencial, 29% de desconhecimento e 35% de rejeição. Gabriel Souza contou com 21% de potencial, 59% de desconhecimento e 20% de rejeição.
Sobre a administração estadual, 52% aprovaram o governo e 38% desaprovaram, com 10% sem resposta. Na avaliação da gestão, 37% classificaram como regular, 36% como positiva e 24% como negativa. Perguntados sobre sucessão, 48% disseram que o governador não merecia eleger um sucessor, 42% responderam que sim, e 10% não souberam ou não quiseram responder.

