Presidente dos EUA anunciou nesta terça (15) o fechamento imediato do tradicional centro cultural em Washington, após decisão judicial que proibiu a exibição de seu nome. A disputa começou em dezembro de 2025.
O presidente americano Donald Trump anunciou nesta terça-feira (15) que o tradicional Kennedy Center será imediatamente fechado, depois que um juiz determinou que o seu nome não poderia aparecer na fachada do prédio em Washington, capital dos Estados Unidos. A declaração nas redes sociais marca a continuação de uma disputa que vem se arrastando desde dezembro de 2025.
A mudança para “Trump-Kennedy Center” havia sido anunciada em 18 de dezembro de 2025 pela então porta-voz do governo, Karoline Leavitt. Na ocasião, ela disse que a medida foi aprovada de maneira unânime por “algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo” que compõem o grupo que administra o prédio, em razão do que definiu como o “trabalho inacreditável” realizado pelo presidente, que teria salvado o prédio no ano anterior. O conselho da instituição é composto por diversos aliados do republicano.
A nova direção do Kennedy Center também eliminou espetáculos de drag e eventos que celebravam a comunidade LGBTQIA+. Em contrapartida, organizou conferências da direita religiosa e convidou artistas cristãos. Segundo a imprensa americana, a venda de ingressos diminuiu desde a chegada do novo conselho de administração. Após o anúncio das mudanças, vários artistas cancelaram apresentações que estavam marcadas para o fim do ano.
Em junho de 2026, porém, o nome de Trump foi completamente removido da fachada do prédio. A decisão foi comunicada pelo diretor executivo da instituição, Matt Floca, que explicou que a instituição atendeu à decisão judicial.
“toda a sinalização física no Kennedy Center”
O juiz federal Christopher Cooper havia ordenado a retirada, no prazo de duas semanas, de qualquer referência “ao presidente Trump ou a qualquer pessoa diferente do presidente Kennedy” do edifício, do site do Kennedy Center ou de qualquer material vinculado à instituição. Cooper ressaltou que apenas o Congresso tem a competência para alterar o nome da instituição e rejeitou um pedido do conselho de direção e do Departamento de Justiça para suspender a execução da sua decisão.
“Em poucas palavras, o conselho não pode instalar memoriais para o presidente Trump, nem para ninguém, nem nada mais no Kennedy Center sem a aprovação do Congresso.”
O juiz também suspendeu a ordem de Trump de fechar o Kennedy Center por dois anos para reformas, com início previsto para julho, mas autorizou a continuidade das obras de reparo consideradas necessárias, deixando em aberto a possibilidade de novo fechamento se houvesse avaliação minuciosa dos prós e contras.
Na reação desta terça-feira (15), Trump afirmou que pretende fechar o prédio para reformas de emergência e condicionou a reabertura à manutenção do seu nome no edifício. Em sua postagem, ele disse que o fechamento seria imediato e que as obras de renovação “muito amplas e complexas” só poderiam começar depois de decisão de um tribunal superior sobre a iniciativa de rebatizar o centro.
“O Conselho Administrativo do Kennedy Center concordou hoje, quase por unanimidade, em fechar o prédio por motivos de segurança e para que possa começar o processo de reformas.”
“Se a sentença for negativa – o que deve ser o caso – e não for revogada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, a reforma e a renovação do Kennedy Center não serão realizadas.”
Em comunicado, o Kennedy Center afirmou que a decisão do conselho “reflete um bom discernimento e uma clara prioridade dada à segurança acima de qualquer outra coisa”.
No mês anterior, o conselho havia apresentado um plano para acrescentar um novo letreiro no edifício com o texto “Renovado e restaurado pelo presidente Donald J. Trump”. O juiz Cooper afirmou que esse plano violava sua decisão anterior e manteve a proibição de qualquer memorialização do nome de Trump no local.
