O Instituto Iter afirmou nesta terça que não convidou o empresário Daniel Vorcaro. A nota diz que ele não compareceu ao encontro em Belo Horizonte (junho de 2025) e que terceiros tiveram a tentativa barrada.
Nesta terça-feira, 15, o Instituto Iter negou ter convidado o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, para participar de seus eventos. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, é um dos fundadores da instituição.
Em nota de esclarecimento, a entidade afirmou que Vorcaro também não compareceu a um encontro realizado em Belo Horizonte, em junho de 2025, para o qual terceiros tentaram convidá‑lo. Segundo o instituto, a tentativa de incluir o empresário entre os convidados foi barrada.
O Iter explicou que a iniciativa de terceiros não resultou em um convite institucional e que houve intervenção interna para impedir a participação. A instituição ressaltou ainda o seu posicionamento formal sobre o episódio e a forma como lidou com a tentativa de inclusão de Vorcaro na lista de participantes.
“Ao tomar conhecimento da tentativa, o CEO do Instituto Iter, Victor Godoy, se posicionou contrariamente à participação de Vorcaro e barrou o convite”, disse o Iter.
Em outro trecho da nota, o instituto reforçou que não houve qualquer convite oficial por parte da organização e que o empresário não participou do evento. A entidade também declarou compromisso com a clareza sobre os fatos, apontando que ações de terceiros não se converteram em iniciativa institucional.
“Dessa forma, não houve convite institucional do Instituto Iter a Daniel Vorcaro, tampouco participação dele no evento.”
“[O Instituto Iter reafirma] seu compromisso com a transparência e com a correta apresentação dos fatos”.
O esclarecimento do Iter ocorre em meio a um episódio de forte repercussão no Supremo Tribunal Federal. Durante uma sessão que tratou de questões relacionadas a mensagens envolvendo Vorcaro, o decano do STF, Gilmar Mendes, fez críticas direcionadas a André Mendonça.
Segundo relatos da sessão, Mendes afirmou que houve um viés político na condução de determinado caso no tribunal e usou termos para criticar a atuação. Em seguida, o tom do debate aumentou, com críticas mais diretas entre os ministros.
“um viés político-eleitoral”
“pixuleco” e “boneco eleitoral”
Em resposta às críticas, Mendonça reagiu no plenário, rechaçando as acusações e dirigindo uma observação ao colega. O episódio reforça o clima de tensão em torno do tema e mantém o debate em evidência no Supremo.
“Não aponte o dedo para mim”
O instituto e os ministros citados mantiveram, na data da publicação, as posições descritas na nota e na sessão do STF, sem novas manifestações públicas além das já registradas.
