O fogo começou na manhã de quinta-feira, durante as aulas, em Bukavu. O Unicef diz que 26 crianças morreram, muitas por asfixia, e pelo menos 25 ficaram feridas; a origem do incêndio é desconhecida.
Um incêndio próximo a uma escola em Bukavu, na República Democrática do Congo (RDC), deixou pelo menos 26 crianças mortas, segundo comunicado do Unicef divulgado na sexta-feira (11). O fogo começou na manhã de quinta-feira, por volta das 9h, horário local, enquanto as crianças estavam em aula.
De acordo com o Unicef, a origem do incêndio ainda é desconhecida. O avanço das chamas provocou pânico e uma correria dentro e fora das dependências escolares, e várias crianças morreram por asfixia no episódio. Pelo menos outras 25 crianças ficaram feridas na confusão, acrescentou o organismo.
Autoridades locais informaram que as aulas aconteciam no momento em que o incêndio começou. Bukavu, cidade às margens do lago Kivu, enfrenta com frequência incêndios e problemas ligados à infraestrutura. A cidade está sob controle do grupo armado M23 desde fevereiro de 2025.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (11), o grupo M23 anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso e declarou um período de luto. No mesmo comunicado, o grupo informou a morte de 26 pessoas, detalhando a composição das vítimas.
“três dias de luto nacional”
“incluindo 20 meninas e seis meninos”
As informações sobre o número de vítimas e feridos ainda são preliminares e estão sendo confirmadas por diferentes fontes no terreno. A cidade e as equipes de socorro enfrentam dificuldades logísticas e de segurança que dificultam a assistência imediata e a apuração completa das causas do incêndio.
Familiares e moradores da região se preparam para uma cerimônia fúnebre que será realizada no sábado para as vítimas do incêndio. As autoridades locais e organizações humanitárias foram convocadas a colaborar nas ações de apoio às famílias afetadas, atendimento aos feridos e investigação das causas do desastre.
A RDC segue marcada por conflitos internos e pela presença de grupos armados em várias áreas, o que agrava a vulnerabilidade da população e complica respostas emergenciais em situações como a ocorrida em Bukavu.
