A varejista do grupo chileno Falabella encerrou sete unidades no segundo trimestre, a maior retração desde 2013. Cortes afetaram lojas entre o litoral de Santos e o interior paulista e trouxeram redução de funcionários.
A varejista de material de construção Sodimac, do grupo chileno Falabella, fechou sete megalojas no Brasil no segundo trimestre deste ano, uma redução que representa quase 14% da rede no país e a maior desde o início da expansão acelerada da empresa em 2013. O movimento também resultou na redução do quadro de funcionários, conforme informou a própria empresa.
O fechamento das unidades ocorreu principalmente entre o litoral de Santos e cidades do interior de São Paulo. Entre os pontos encerrados estão unidades que operavam sob a bandeira Dicico e outras lojas em municípios do estado.
Lojas fechadas
- Dicico — Mogi Guaçu
- Dicico — Guaratinguetá
- Unidade em Santa Bárbara d’Oeste
- Unidade no Praiamar Shopping, Santos — fechou em 30 de maio
Com os fechamentos, a Sodimac passou de 51 lojas em março para 44 unidades ao fim de junho. A empresa não detalhou o número exato de demitidos, mas confirmou que o corte de pessoal acompanhou o encerramento das operações.
A Sodimac informou que a decisão integra um ajuste na estratégia de atuação no país, com prioridade para concentrar investimentos nas lojas de melhor desempenho e nos canais digitais. A empresa atribuiu o encolhimento da rede à retração nas vendas dos últimos anos, provocada por uma demanda volátil e pela taxa básica de juros em dois dígitos desde 2022.
O setor de material de construção sente diretamente o impacto do crédito caro, que reduz o ritmo de obras e reformas e, consequentemente, afeta vendas e resultados das redes especializadas. O movimento da Sodimac acompanha uma tendência mais ampla de recuo de algumas redes varejistas estrangeiras no Brasil, enquanto o grupo controlador mantém e amplia operações em outros países da região.
Entre os efeitos práticos, o fechamento das lojas tende a concentrar clientes e volume de vendas nas unidades remanescentes e nos canais online, estratégia que a empresa indicou como prioridade para recuperar eficiência operacional. Analistas do setor apontam que a combinação de juros elevados e demanda incerta continuará a influenciar decisões de redes do segmento nos próximos trimestres.
Ao mesmo tempo, o grupo Falabella segue com operações em outros mercados da América Latina, onde mantém expansão em países como Chile, Peru e Colômbia.

