O texto, de 09/09/2026, acusa o STF de criar instabilidade por decisões contraditórias e embates entre Mendonça e Moraes. Menciona também a recondução de Andrei Rodrigues após Flávio Dino derrubar ato de Mendonça.
Um editorial publicado em 09/09/2026 afirmou que as idas e vindas do Supremo Tribunal Federal (STF), com decisões conflitantes entre ministros e um confronto visível entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, transformaram a mais alta Corte em um agente desestabilizador das instituições. O texto trouxe críticas à atuação dos magistrados e apontou problemas em posicionamentos recentes.
No mesmo editorial, antes da decisão do ministro Flávio Dino de reconduzir ao cargo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ao derrubar uma decisão tomada por Mendonça no dia anterior, foram destacados supostos sinais de heterodoxia processual na Corte e apontadas consequências para a percepção sobre o Judiciário.
“É pesaroso constatar, mas o Supremo está uma bagunça, a ponto de ter criado para si uma ‘jurisprudência de crise’. Com espantosa naturalidade, a Corte vinha admitindo absurdos sempre que enxergava ‘ameaças à democracia’ em cada esquina. Agora, é a vez de a heterodoxia servir aos interesses particulares de Suas Excelências, notadamente os de Moraes e Mendonça, ambos orientados pelo instinto de autopreservação.”
O editorial criticou ainda a normalização de atalhos processuais e deixou claro que considera inaceitável a adoção contínua de práticas excepcionais, independentemente do ministro que delas se valha.
“Mas a normalização de atalhos processuais não conta nem jamais contará com o endosso deste editorial, qualquer que seja o ministro que deles se valha.”
Além das críticas gerais, o texto voltou-se contra a postura do presidente do STF, Edson Fachin, apontando falta de firmeza para enfrentar a crise e pedindo uma resposta institucional mais contundente. O editorial relacionou episódios envolvendo relatórios de inteligência da PF, o caso do Banco Master e decisões anteriores sobre a direção da Polícia Federal.
“A produção de um relatório fajuto contra Mendonça, por encomenda de Moraes, segue gravíssima. Mais ainda quando vista em contraste com o precedente aberto pelo próprio Moraes, que, em abril de 2020, suspendeu a posse de Alexandre Ramagem como diretor-geral da PF por entender que havia risco de ‘desvio de finalidade’ na escolha do então presidente da República, Jair Bolsonaro.”
O texto concluiu defendendo que o Estado Democrático de Direito não comporta uma força policial a serviço de agendas particulares nem práticas processuais sem fundamentação legal, e cobrou uma reação que restabeleça a ordem no STF.
Os trechos citados acima reproduzem, em blocos, as passagens diretas publicadas no editorial em 09/09/2026. O conteúdo manteve referências a nomes, datas e decisões mencionadas originalmente, sem adicionar informações novas ou inferências sobre desdobramentos futuros.
