Segundo a Guarda Revolucionária, mísseis balísticos atingiram um porta-aviões e um destróier no Estreito de Ormuz, em 5 de setembro de 2026. Washington afirma que as embarcações desviaram dos disparos e não houve feridos.
O Irã atacou dois navios de guerra norte-americanos no sábado, 5 de setembro de 2026, em uma nova escalada nas tensões no estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis balísticos contra um porta-aviões e um destróier norte-americanos, segundo autoridades iranianas.
Os Estados Unidos declararam que as duas embarcações conseguiram escapar dos disparos e que nenhum militar norte-americano ficou ferido. A informação oficial americana destacou a ausência de vítimas entre as tripulações, mas apontou a gravidade do incidente pela proximidade com uma importante rota marítima.
Horas antes desse ataque, forças norte-americanas, apoiadas também por caças F-16, haviam destruído três petroleiros iranianos. Um dos navios foi atingido nas proximidades da ilha de Kharg, outro perto de Jask e o terceiro no golfo de Omã, depois que as tripulações de cada embarcação receberam ordem para abandonar o navio.
Washington afirmou que os petroleiros faziam parte de uma rede clandestina usada para financiar a Guarda Revolucionária e aliados na região. Essa justificativa foi apresentada como base para a ação que atingiu os navios iranianos e foi colocada pelos Estados Unidos como resposta aos disparos dirigidos a embarcações norte-americanas.
O comandante do Comando Central dos Estados Unidos, almirante Brad Cooper, afirmou que novos ataques contra embarcações norte-americanas terão resposta, reforçando o tom de alerta por parte das autoridades militares dos EUA. O Irã, por sua vez, disse ter alvejado petroleiros que navegavam pelo estreito por rotas consideradas não autorizadas.
Especialistas e autoridades regionais observam que a troca de ataques ocorre em meio a um bloqueio naval dos portos iranianos e à disputa pelo controle do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para transporte de petróleo. O estreito é estratégico para o comércio global de energia, o que eleva a preocupação internacional sobre possíveis impactos no abastecimento e nos preços do petróleo.
O episódio intensifica um ciclo de ações e retaliações entre Teerã e Washington, com riscos de escalada maior caso novas operações militares ocorram na área. Fontes oficiais dos dois lados mantiveram posicionamentos firmes, cada um justificando suas ações por razões de segurança e legalidade das rotas marítimas. A situação segue sendo acompanhada de perto por países e empresas que dependem da passagem pelo estreito.
