Flávio Bolsonaro afirmou nas redes que Moraes e Davi Alcolumbre teriam conversado em Brasília e tratado com o ministro Flávio Dino sobre medida contra sua campanha. Ele não apresentou provas.
O candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 3, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) e o ministro Flávio Dino, também do STF, poderiam estar articulando uma ação contra sua candidatura.
Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que Moraes e Alcolumbre teriam mantido uma conversa prolongada na quarta-feira, 2, em Brasília, e que, segundo ele, os dois teriam tratado com Dino de uma possível medida contra sua campanha. O senador não apresentou provas da acusação e reconheceu que não possuía confirmação sobre o suposto movimento.
“Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre teriam conversado longamente nesta quarta-feira (2/Set), em Brasília, e articulado com Flávio Dino alguma ação ilegal contra mim”, escreveu Flávio Bolsonaro.
Na mesma publicação, o senador afirmou que a iniciativa teria como objetivo “reagir” ao ministro André Mendonça e provocar desgaste eleitoral. Ele disse ainda que, se a articulação for confirmada, isso representaria um agravamento da crise institucional.
“Caso se confirme, é a comprovação de que o Brasil virou uma várzea, terra sem lei”, declarou o senador.
Flávio relacionou a alegada articulação à disputa presidencial de 2026 e afirmou que seu grupo político seria um obstáculo a uma possível transformação do Brasil em uma ditadura. Até o momento, o senador não divulgou documentos, registros ou outras evidências que comprovem a conversa entre Moraes e Alcolumbre ou uma eventual participação de Dino.
A declaração ocorreu dois dias depois de o ministro André Mendonça ter retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens e contatos envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mendonça determinou que os novos elementos fossem analisados pelo plenário do STF.
Na sequência, Moraes reagiu e utilizou informações do inquérito das fake news para levantar suspeitas sobre a atuação de Mendonça. O ministro também solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de procedimento contra o colega.
Moraes mencionou investigações relacionadas às operações Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
O caso segue sem comprovação pública das alegações do senador, e as autoridades citadas não tiveram documentos ou declarações apresentadas que confirmem a articulação alegada.

