Um áudio de 1980 recuperado nos arquivos traz Adhemar Ferreira da Silva falando com o jornalista Orlando Duarte durante a Olimpíada de Moscou. O registro resgata lembranças do bicampeão olímpico no salto triplo.
Um registro de 1980 trouxe de volta aos arquivos uma conversa importante com Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001), o primeiro brasileiro bicampeão olímpico. Na interlocução feita durante a Olimpíada de Moscou daquele ano, Adhemar falou com o jornalista Orlando Duarte (1932-2020), conhecido como “o eclético” pelo amplo conhecimento sobre diferentes modalidades esportivas.
Adhemar ficou marcado na história do esporte brasileiro por conquistar a medalha de ouro no salto triplo em Helsinque, em 1952, e repetir o feito em Melbourne, em 1956. Além disso, acumulou três títulos nos Jogos Pan-Americanos: Buenos Aires (1951), Cidade do México (1955) e Chicago (1959). Essas referências constam da conversa resgatada, que ajuda a entender o legado do atleta e a memória do atletismo nacional.
No registro de 1980, Adhemar avaliou o desempenho de João do Pulo nos Jogos daquele ano. Segundo o material, os saltos de João do Pulo foram invalidados de forma polêmica, e a imprensa acusou a arbitragem de favorecer os atletas soviéticos. O teor da avaliação de Adhemar e o contexto em torno da arbitragem aparecem como elementos centrais da entrevista.
O diálogo com Orlando Duarte, figura reconhecida na crônica esportiva, traz também um recorte sobre como o jornalismo e os próprios atletas percebiam competições e decisões de arbitragem em uma Olimpíada marcada por tensões políticas e esportivas. A conversa funciona como documento histórico para quem pesquisa ou acompanha a trajetória do atletismo brasileiro.
Para leitores e leitoras que acompanham o espaço dedicado à memória esportiva, o resgate reforça a importância de preservar depoimentos e entrevistas que registram opiniões e avaliações de protagonistas do esporte. O material oferece uma janela sobre como eram debatidas performances e polêmicas em grandes competições, com vozes que testemunharam épocas decisivas.
Este é um registro direcionado especialmente a quem acompanha o quadro “Memória da Pan”; trata-se de um resgate que reafirma a relevância de revisitar arquivos para manter viva a história do esporte no Brasil.
