Plenário aprovou a indicação por 63 votos a favor e 4 contra; o processo segue agora para análise da Câmara dos Deputados. O ministro Bruno Dantas pediu exoneração, com saída prevista para 9 de setembro.
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU). O placar foi de 63 votos a favor e 4 contra.
A indicação de Pacheco segue para análise da Câmara dos Deputados, que terá de decidir sobre o ingresso do parlamentar na Corte.
Na segunda-feira (31), o ministro Bruno Dantas encaminhou a sua renúncia ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, e solicitou que a exoneração seja feita a partir de 9 de setembro. Dantas, de 48 anos, poderia permanecer no TCU até completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Ele chegou à Corte em 2014 e, de julho de 2022 a dezembro de 2025, presidiu o tribunal.
Pacheco passou a ser apontado como o principal cotado para ocupar a vaga deixada por Dantas. A posse do senador é discutida para depois das eleições; entre as possibilidades consideradas está o mês de novembro, mas o calendário dependerá da tramitação na Câmara dos Deputados.
Antes da indicação ao TCU, Pacheco era cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado tinha preferência pelo parlamentar para assumir a vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso. Em seguida, o presidente da República optou por indicar o então advogado‑geral da União, Jorge Messias, e o Plenário do Senado rejeitou a indicação do AGU.
Rodrigo Pacheco foi presidente do Senado de 2021 a 2023. Ele decidiu não disputar a reeleição neste ano e também descartou candidatura ao governo de Minas Gerais. Em maio, o senador comunicou que iria deixar a vida política ao término do seu mandato no Senado, em dezembro.
A movimentação no Senado e no TCU mantém em pauta mudanças na composição da Corte de contas e poderá ter desdobramentos conforme a análise da Câmara dos Deputados e o calendário de posses discutido entre as partes envolvidas.
