A defesa afirma que a estadia do pai, da madrasta e das irmãs na casa não viola medidas cautelares. O pedido foi apresentado nesta segunda para permitir a permanência durante a ausência de Michelle.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira (31) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares permaneçam na residência do ex-chefe do Executivo durante a ausência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).
Na petição, a defesa sustentou que a presença do pai, da madrasta e das irmãs da ex-presidente do Partido Liberal (PL) Mulher, no imóvel localizado no Jardim Botânico, no Distrito Federal, não prejudicaria as medidas cautelares impostas contra o ex-presidente.
“assegurar a presença”
O pedido formal buscou justificar a permanência dos parentes no endereço familiar enquanto Michelle Bolsonaro estiver ausente. A petição alegou que a medida solicitada seria compatível com as restrições já determinadas e não representaria risco ao cumprimento das cautelares que pesam contra o ex-chefe do Executivo.
O texto protocolado pela defesa não detalhou a duração prevista para a permanência dos familiares nem apresentou cronograma de entradas e saídas. Também não foram informadas novas medidas de segurança ou ajustes nas condições das cautelares em vigor.
Michelle Bolsonaro lançou-se candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Ela disputa uma das duas vagas ao Senado que serão preenchidas por eleitores do DF nas próximas eleições.
Segundo a última pesquisa da Quaest, divulgada na terça-feira (25), a ex-primeira-dama liderava a corrida ao Senado do Distrito Federal. O levantamento apontou Michelle com 25% das intenções de voto entre os entrevistados.
O pedido da defesa, apresentado ao ministro do STF, se insere no conjunto de ações judiciais e petições que têm marcado a rotina processual do ex-presidente e de seus familiares. A solicitação focaliza especificamente a situação da residência no Jardim Botânico e a possibilidade de manutenção de familiares no imóvel durante períodos em que a candidata estiver ausente por compromissos de campanha e atividades públicas.
Não houve, na petição divulgada pela defesa, informações sobre manifestação contrária de autoridades responsáveis pelo cumprimento das medidas cautelares nem sobre um posicionamento imediato do ministro Alexandre de Moraes. Também não foram mencionadas decisões anteriores que tratassem explicitamente da permanência de familiares em endereços ligados a pessoas sujeitas a medidas processuais.
O pedido judicial e os dados de intenção de voto devem seguir trâmites formais no âmbito do STF e no calendário eleitoral, respectivamente, conforme os próximos desdobramentos processuais e de campanha forem ocorrendo.
